Arte

Cidade Implacável: bons motivos para assistir ao filme e aprender sobre racismo

Redação Hypeness - 13/04/2021

O debate sobre racismo ganha mais importância a cada dia. E pudera! Depois de anos de exclusão, o que vemos é a desigualdade na raiz estrutural da sociedade. A importância de discutir o tema na vida e na arte aparece na forma de música, de literatura e, claro, de cinema.

Assim, o drama policial “Cidade Implacável” (Cut Throat City) conta a história de quatro amigos, Blink (Shameik Moore), Miracle (Demetrius Shipp Jr.), Andre (Denzel Whitaker) e Junior (Keean Johnson), que voltam ao Distrito 9 após o Furacão Katrina e encontram suas casas devastadas.

A partir dali, eles só enxergam um caminho possível: entrar para o mundo do crime. Depois de recorrer a um membro de uma gangue local para trabalhar, eles são contratados para cometer um arriscado assalto a um cassino e veem a situação fugir do controle quando percebem que mexeram com gente muito poderosa.

O filme teria sua estreia na SXSW20, mas o evento não chegou a acontecer por conta da pandemia da COVID-19. Depois de chegar ao streaming, em janeiro, chegou a ocupar o lugar de conteúdo mais visto na Netflix US.

Agora, com estreia marcada para o dia 14 de abril, “Cidade Implacável” chega simultaneamente ao serviço de streaming do Telecine e no Telecine Premium, com exibição às 22h.

Quer mais motivos para assistir? Vem com a gente!

Grandes nomes

O filme traz grandes nomes do cinema, que incluem Wesley Snipes (Blade) como o pai de Blink e Rob Morgan como um policial corrupto, dão a “Cidade Implacável” alguns choques de energia e talento teatral.

Somam-se a eles Shameik Moore, dublador do Miles Morales e ator de The Get Down, Demetrius Shipp Jr., conhecido pelo seu papel como 2pac em “All Eyez on Me”, Ethan Hawke, ator indicado ao Oscar por Training Day e Boyhood, e o rapper TI.

Realismo Tarantinesco

“Cidade Implacável” foi escrita por P.G. Cuschieri e direção de RZA, este último com Tarantino na trilha sonora dos filmes “Kill Bill”. A referência a Tarantino define o que este filme vai ser: uma coleção de personagens fascinantes e conversas digressivas, enquadradas de forma um pouco mais realista do que em “Pulp Fiction”.

Debate racismo estrutural

Este é um filme mais pensativo e pessoal, preocupado em como o racismo sistêmico – e as leis de zoneamento – podem matar mais pessoas do que uma arma. Ambientado em Nova Orleans logo após a devastação do furacão Katrina, o longa apresenta Blink e seus amigos como um novo tipo de “geração perdida”, cujas tentativas anteriores de construir algo em suas vidas foram todas destruídas pelo furacão – e por um sistema político e econômico que não tende a priorizar sua vizinhança.

Confronto entre realidade e ficção

“Cidade Implacável” chega ao público em um momento de pandemia e de intensificação do debate antirracista – amparado pelo movimento Black Lives Matter, pela luta do movimento negro e, mais recentemente, até pelo debate cada vez mais aceso, chegando inclusive ao Big Brother Brasil.\

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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