Empreendedorismo

Empreendedorismo social: quando o lucro vai além do capital

Redação Hypeness - 08/04/2021

Quer você goste ou não do capitalismo, a verdade maior desse sistema econômico é que ele visa a obtenção de lucros. Por outro lado, cada vez mais empresas têm voltado seus esforços para um outro tipo de lucro, aquele que gera impacto social e transforma a comunidade onde a companhia está inserida: o chamado empreendedorismo social.

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Estar atento ao bem-estar dos funcionários também é importante para o empreendedor social.

O termo define o modelo de negócio de empresas que conseguem se sustentar e gerar lucros, ao mesmo tempo que promovem o desenvolvimento da sociedade. Elas focam seus esforços em gerar produtos e serviços que sejam socialmente aceitáveis e transformadores. Neste tipo de organização pesa em uma mesma balança o impacto social e a estabilidade financeira de uma companhia.  A meta não é só ter retorno financeiro, mas também resolver problemas sociais que valorizem seu tipo de negócio.

Na última década, áreas de responsabilidade social têm se fortalecido dentro das empresas. Esse movimento indica como a sociedade está se transformando. Os consumidores estão cada vez mais atentos aos valores que as companhias nutrem em seu dia a dia e na fabricação de seus produtos.  

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Os braços sociais dentro das companhias são responsáveis por desenvolver projetos que tenham foco em inovação, no combate à desigualdade, na criação de uma rede de voluntariado, na inclusão de minorias ou na educação, por exemplo. A preservação do meio-ambiente e o estímulo à conservação do planeta também são pautas de destaque. 

Como a empresa se beneficia ao ajudar a sociedade?

Na era do empreendedorismo social, o lucro social se tornou tão importante quanto o financeiro. Uma empresa que investe no negócio social é bem vista no mercado como agente de transformação. Ela será uma empresa bem avaliada pelo mercado, pelo consumidor e por talentos profissionais da sociedade civil em busca de uma vaga, que desejarão trabalhar para ela.  

Além disso, pensar em empreendedorismo social é também cuidar para que os funcionários de uma empresa sejam liderados e atendidos dentro de prerrogativas éticas e de escuta. A integridade moral da companhia também será fundamental para que ela se sobressaia.

Nesse sentido, setores de compliance são hoje tão importantes quanto um departamento de finanças e controle de custos. Uma empresa socialmente responsável precisa fazer valer dentro de suas instalações os mesmos valores que prega ao promover ações de transformação social no exterior. 

Isso significa que funcionários precisam ser ouvidos em suas ponderações sem que sofram retaliações. Denúncias de assédio precisam ser analisadas a fundo e investigadas com isenção e respeito. A desigualdade de gênero principalmente em cargos de liderança precisa ser entendida e equilibrada. 

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O pai dos negócios sociais

Muhammad Yunus, fundador do Grameen Bank.

Em 2006, o banqueiro bengali Muhammad Yunus ganhou o Prêmio Nobel da Paz por “promover oportunidades econômicas e sociais para os mais pobres, especialmente as mulheres, por seu trabalho pioneiro de microcrédito.”

Nascido em Bangladesh em 1940, Yunus estudou Economia nos Estados Unidos e retornou ao seu país natal com o título de phD. Na década de 1970, ele fundou o Grameen Bank, primeiro banco do mundo especializado em microcrédito sem fazer as mesmas exigências dos bancos tradicionais. 

Desde então, dados mostram que o banco ofereceu quase US$ 6 bilhões a 6,6 milhões de pessoas, a esmagadora maioria delas formada por mulheres da zona rural. 

Aos 80 anos, ele é considerado o pai do empreendedorismo social uma vez que seu modelo de negócio serviu de exemplo para outras instituições pelo mundo. 

 

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Fotos: Unsplash


Redação Hypeness
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