Sustentabilidade

Fumaça de queimadas gerou quase R$ 1 bi de gastos com internações para estados amazônicos

Redação Hypeness - 29/04/2021 | Atualizada em - 10/05/2021

Um estudo da Fiocruz em parceria com a WWF Brasil mostrou que o nosso país perdeu cerca de 1 bilhão de reais na última década para conter doenças respiratórias ligadas às queimadas em cinco estados da Amazônia legal: Acre, Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso.

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Queimadas na Amazônia estão relacionados à índices de internação nos estados

O estudo realizado comparou dados do DataSUS com outras bases de informação e concluiu que, por conta da péssima qualidade do ar, milhares de internações foram causadas entre janeiro de 2010 e outubro de 2020. O estudo exclui dados da covid-19.

As informações da Fiocruz mostram que a péssima qualidade do ar encontrada em diversas cidades da região Norte e Centro-Oeste do país está em níveis muito piores do que os recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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“São valores que poderiam ser economizados, uma vez que a maior fonte de emissão de poluentes na região provém de queimadas e incêndios florestais, muitas vezes ilegais”, afirma o documento.

Os dados ainda apontam que boa parte das interações e hospitalizações da região estão relacionadas ao material particulado da região. No Amazonas, 87% das internações por doenças respiratórias estão relacionadas ao material particulado. No Pará e Mato Grosso, as taxas estão na casa dos 68% e 70%, respectivamente.

Os dados se mantém estáveis mesmo com o aumento das queimadas nos anos recentes.

Segundo os cálculos da Fiocruz e da WWF, o SUS dispendeu R$ 774 milhões em hospitalizações de baixa complexidade por causa das queimadas. Outros R$ 186 milhões foram gastos em internações em UTIs.

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Essa é mais uma evidência de que a exploração extrativista agressiva do solo amazônico é maléfica não somente para o meio ambiente, mas para a economia e para os cofres públicos.

Vale lembrar que, segundo estudos da Universidade Nacional da Austrália, a Amazônia renderia 7 trilhões de reais por ano se conservada e explorada economicamente de forma sustentável.

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Fotos: © Getty Images


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