Inovação

Jay-Z é crucial no avanço da legalização da maconha nos EUA

Redação Hypeness - 12/04/2021 | Atualizada em - 13/04/2021

Jay-Z conhece Nova York como poucos. O rapper nascido no Brooklyn cresceu na cidade que nunca dorme e viveu o pior e o melhor dela ao longo de seus 51 anos. Como um adolescente preto de família pobre — e que por certo tempo também atuou como traficante —, ele vivenciou no dia a dia como a guerra às drogas é utilizada para oprimir e marginalizar negros também nos Estados Unidos. 

Papel do racismo na criminalização da maconha é fundamental para entender preconceito

Jay-Z em apresentação antes da pandemia: artista e empresário de sucesso.

Jay-Z em apresentação antes da pandemia: artista e empresário de sucesso.

A proximidade com a realidade das estruturas sociais e sua atuação como empresário fizeram Shawn Carter, seu nome de batismo, celebrar muito a notícia do último dia 31 de março. Naquela quarta-feira, o governador do estado, Andrew Cuomo, aprovou a Lei de Legislação e Tributação sobre a maconha, ato que legalização a droga em Nova York. 

A notícia da legalização é incrivelmente emocionante”, celebrou Hova, em uma nota enviada à imprensa. “Isso representa uma oportunidade muito aguardada para os nova-iorquinos, para a indústria da cannabis e para a igualdade e justiça social. Vi em primeira mão o dano infligido por gerações contra comunidades negras e minoritárias pela guerra contra as drogas bem aqui em Nova York”, lembrou. 

Um dos dispositivos da nova lei é que ela elimina automaticamente condenações feitas por conta da maconha e que, agora, se tornaram legais. 

Monogram, a marca de cannabis de Jay-Z

Em outubro do ano passado, Jay, anunciou o lançamento da Monogram, sua marca de cannabis que se soma a outras empresas do rapper. Para celebrar o novo negócio, o rapper divulgou uma playlist especial no Tidal, serviço de streaming que também é parte do seu portfólio. A seleção de músicas recebeu o nome de “Sounds From The Grow Room”, algo como “Músicas para a sala de cultivo”, em tradução livre. 

A Monogram faz parte da Caliva, companhia de produtos com origem na erva. O negócio da marca tinha Los Angeles como base, por conta da legalização ocorrida na Califórnia em 2018. Com a aprovação da lei em Nova York, os olhos da empresa se voltam para o mercado na costa leste. 

Estou orgulhoso de ver meu estado se juntar a nós no caminho por um mercado prósperto e justo“, completou o rapper. 

O marido de Beyoncé também é dono do serviço de streaming Tidal, da marca de conhaque D’Usse cognac e do champanhe Armand de Brignac, conhecido como Ace of Spades. Além disso, Jay é dono da Roc Nation, agência de entretenimento fundada em 2008.

Monogram, a linha de maconha de Jay-Z.

Apoio a startups de empresários pretos

Em janeiro, Jay-Z anunciou o lançamento de um fundo de investimento focado impulsionar start-ups do mercado de cannabis lideradas por negros. A iniciativa do Social Equity Ventures Fund foi uma forma de apoiar a participação de empresários pretos em um negócio dominado por brancos e começar a virar a chave do que a “guerra às drogas” causou a esse grupo racial. 

Nós fomos os mais afetados negativamente pela guerra contra as drogas, e os Estados Unidos deram meia volta e criaram um negócio que vale bilhões a partir disso”, protestou Jay-Z, em entrevista ao “Wall Street Journal”. “Não é uma planilha, são pessoas reais… Eu queria fazer a minha parte de uma forma real e concreta.

O bilionário Jay-Z é o mais novo investidor de uma empresa de cookies veganos

O estigma imposto pela História sobre a maconha afetou de forma dura principalmente as pessoas negras enquanto ela esteve na ilegalidade por conta do tráfico. A marginalização continuou a partir do momento que alguns estados dos EUA liberaram a comercialização da droga. Isso porque quem passou a lucrar com o negócio foram pessoas brancas em sua esmagadora maioria.

Ou seja: brancos passaram a participar legalmente de um negócio milionário que homens pretos já faziam há muitos anos e sempre foram criminalizados por isso. 

Beyoncé e Jay-Z em show em Joanesburgo, em 2018.

Beyoncé e Jay-Z em show em Joanesburgo, em 2018.

O investimento do fundo Social Equity Ventures dá até US$ 1 milhão para cada start-up participante. Quem sustenta o fundo é uma empresa chamada The Parent Company, recém fundada e que tem Jay-Z como um de seus principais investidores. Ele foi responsável por levantar os primeiros US$ 10 milhões para alocar no Fundo. 

O fim da proibição da cannabis chegou, e a The Parent Company vai liderar o avanço de uma indústria de cannabis mais expansiva e inclusiva”, disse Carter. “As marcas que construímos irão redefinir o crescimento, o impacto social e a equidade social. Este é o nosso momento. Estou orgulhoso e animado por liderar a visão da Empresa-mãe”, completou ele que recebeu o cargo de Diretor visionário da empresa.

Juntos, a Monogram e o fundo querem colocar abaixo a estrutura opressora que rodeia esse mercado. A intenção é liderar o combate em questões de justiça social envolvendo a legalização da maconha e aumentar a participação econômica de pessoas que estavam privadas de liberdade no retorno ao convívio social.  

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Fotos: Getty Images


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