Futuro

Metrô de Londres: montagem compara estação de Baker Street em 1863 e 2020

Vitor Paiva - 16/04/2021 | Atualizada em - 22/04/2021

Uma montagem comparando a aparência da estação de Baker Street, no centro de Londres, nos anos de 1863 e como ela era em 2020 viralizou nas redes, como uma perfeita explanação gráfica dos avanços tecnológicos que marcaram os 157 anos que separam as duas imagens. A diferença é gritante, mas também impressiona a semelhança: a estrutura arquitetônica é rigorosamente a mesma, e se estão mais elevadas as plataformas onde os passageiros aguardam pelos trens – que também mudaram bastante nesse mais de século e meio passado – os vãos nas paredes e mesmo as luminárias se assemelham bastante na estação do século XIX e hoje.

Comparação entre a estação de Baker Street, no metrô de Londres, em 1863 e 2020

A montagem do post original © Reedit

-Japoneses lançam novo trem bala à prova de terremotos e desastres naturais

A imagem do passado não é uma fotografia mas uma pintura, realizada pelo artista britânico Samuel John Hodson em 1863, justamente o ano de inauguração da estação de Baker Street. Outra diferença evidente está nas roupas dos passageiros que aguardam a embarcação no quadro – de vestidos montados, fraques e chapéus, hoje tais vestimentas seriam vistas como fantasias exóticas na mesma plataforma da estação. O post original da comparação aconteceu no Reedit mas foi apagado.

Banco original da estação de Baker Street, em Londres

Banco original, mantido na estação até hoje © Getty Images

Detalhe da estação de Baker Street, em Londres

Outro incrível detalhe original da arquitetura do local © Wikimedia Commons

-Como as pessoas de 1900 imaginavam que estaríamos viajando em 2020

Baker Street hoje se ampliou e se conecta com muitos outros pontos do que eram possíveis quando de sua inauguração, mas a plataforma principal, portanto, permanece essencialmente a mesma desde 1863. A estação fez parte da malha ferroviária subterrânea original do que ficou conhecido como o London Underground, e que viria a ser o primeiro metrô do mundo: além de ser o endereço de Sherlock Holmes, Baker Street é, portanto, parte do grupo de estações de metrô mais antigas do planeta.

História e números da estação

A inauguração do metrô de Londres, então batizado de Metropolitan Railway, aconteceu em 10 de janeiro de 1863, após três anos de obras em um custo estimado de 1 milhão de libras – valor equivalente a mais de 122 milhões de libras hoje, cerca de R$ 960 milhões de reais. A primeira linha de metrô do mundo tinha 6 km de extensão, entre as estações de Bishop’s Road (hoje Paddington), Edgware Road, Baker Street, Portland Road (hoje Great Portland Street), Gower Street (hoje Euston Square), King’s Cross (hoje King’s Cross St. Pancras) e Farringdon Street.

Parede da estação de Baker Street, em Londres

Homenagem a Sherlock Holmes nas paredes da estação © Getty Images

-NY fecha metrô na madrugada pela primeira vez em 150 anos; veja o que aconteceu

O sucesso da novidade foi imediato, como mostra a pintura de Hodson, e rapidamente o metrô passou a fazer parte da realidade londrina com naturalidade – somente no dia da inauguração os trens transportaram 38 mil pessoas. No primeiro ano de 1863 o metrô de Londres transportou cerca de 9,5 milhões de passageiros, e no ano seguinte esse número saltou para 12 milhões.

Desenho da entrada da estação de Baker Street, em Londres, em 1863

A entrada da estação em 1863 © Wikimedia Commons

A estação de Baker Street, em Londres

Outro ângulo da Baker Street atual © Wikimedia Commons

-Londres anuncia novo metrô que dispensa maquinista

Tais números impressionam para a época, mas são um deserto perto da realidade do London Underground até o ano de 2018 – quando a estimativa foi de que entre as 270 estações que formam as 11 linhas atuais, cerca de 1,35 bilhões de viagens tenham transportado uma estimativa de 5 milhões de passageiros por dia.

Entrada da estação de Baker Street, em Londres

Uma das entradas da estação hoje © Wikimedia Commons

Publicidade

© fotos: créditos


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.


Warning: file_put_contents(/var/www/html/wordpress/wp-content/themes/hypeness-new/functions/cache/twitter-stream-hypeness.txt): failed to open stream: Permission denied in /var/www/html/wordpress/wp-content/themes/hypeness-new/functions/social.php on line 410


X
Próxima notícia Hypeness:
Roma finalmente terá 1ª controladora de tráfego mulher sobre a icônica plataforma da Pizza Venezia