Sustentabilidade

Sustentabilidade ambiental passa por respeito à terra e seus protagonistas

Veronica Raner - 16/04/2021 | Atualizada em - 20/04/2021

O ano é 2021 e falar sobre o uso responsável dos recursos naturais ainda é preciso. Ou melhor: é provável que nunca tenha acontecido um período mais importante para falar sobre sustentabilidade ambiental como na atualidade. 

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De acordo com o portal “G1“, no ano passado, o desmatamento da Amazônia foi três vezes maior do que a meta proposta pelo Brasil na Convenção do Clima, realizada em 2009, na Dinamarca. A marca foi alcançada graças às constantes intervenções negativas do Ministério do Meio-Ambiente do governo Bolsonaro — a pasta de Ricardo Salles e sua boiada.

Pensar em um mundo que saiba utilizar seus recursos naturais de forma consciente e equilibrada é uma tarefa que deve se intensificar não “para ontem”, como se costuma dizer, mas para “a semana passada”, tão importante é a questão. 

Uma pesquisa feita pela Universidade de British Columbia identificou que o número total de animais — mamíferos, aves, anfíbios e répteis — em terras de comunidades indígenas é mais alto do que em outros lugares. A constatação científica mostra o papel efetivo na preservação que os verdadeiros donos da terra exercem sobre o ambiente. 

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Os dados foram recolhidos no Canadá, Brasil e na Austrália, três localidades com climas e animais diferentes. Essa escolha não foi aleatória, ela serviu para avaliar se o padrão se mantinha independente das condições climáticas e geográficas. 

Áreas de proteção ambiental ficaram na segunda colocação como o espaço que mais apresentava espécies em seu volume total.  

Um dos pontos mais interessantes do estudo, publicado na Environmental Science & Policy, mostra que áreas extensas ou a localização da terra não interferem no número de exemplares das espécies. De acordo com o principal autor do estudo, Richard Schuster, isso indica que “as práticas de cuidado com a terra de várias comunidades indígenas ajudam a manter em alta o valor total de espécies.

O conceito de sustentabilidade ambiental começou a tomar forma nos anos 1970, quando as consequências do aumento da industrialização passaram a ser percebidas no meio ambiente. A partir daí, passou-se a compreender que o chamado tripé da sustentabilidade (economia, sociedade e meio-ambiente) seria primordial para entender as necessidades do presente e preservar o planeta para as gerações futuras.

Essa equação seria bem equilibrada com a promoção de ações sustentáveis e práticas sustentáveis que permitissem o desenvolvimento econômico equilibrado ao mesmo tempo em que diminuiria os impactos ambientais causados.

Que tipos de cuidados podemos ter para colaborar com o meio-ambiente?

No dia a dia, é comum pensar que ações consideradas pequenas não interferem na transformação social, mas isso é uma mentira. Cada ato importa na preservação do meio ambiente, mesmo que você ou as pessoas da sua família tenham outras atitudes que não são consideradas sustentáveis. 

Por exemplo, lembra da questão dos canudos plásticos jogados no mar? Evitar a utilização de produtos plásticos é um bom caminho para começar a proteger o meio ambiente. Estabelecer um dia sem o consumo de carne na semana também — mesmo que você seja um “carnívoro convicto”. 

Outro aspecto positivo de se trabalhar de casa, em home office, é observar com atenção a separação do lixo. Use seus dias em casa para separar o que você e sua família consomem de forma a possibilitar a reciclagem do que é jogado fora no seu lar. 

Lavar a louça ou escovar os dentes sem deixar a torneira aberta também são atitudes que ajudam a preservar o meio ambiente. Economizar água e evitar o desperdício é algo simples, mas que pode transformar o mundo. 

 

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Fotos: Getty Images


Veronica Raner
Jornalista em formação desde os sete anos (quando criou um "programa de entrevistas" gravado pelo irmão em casa). Graduada pela UFRJ, em 2013, passou quatro anos em O Globo antes de sair para realizar o sonho de trabalhar com música no Reverb. Em constante desconstrução, se interessa especialmente por cultura, política e comportamento. Ama karaokês, filmes ruins, séries bagaceiras, videogame e jogos de tabuleiro. No Hypeness desde 2020.

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