Debate

1º lote da vodka Chernobyl feita de ingredientes de central nuclear é apreendido pela polícia

Redação Hypeness - 18/05/2021

O primeiro lote da vodka Atomik, produzida com água e centeio da região de Chernobyl, na Ucrânia, foi apreendido pelas autoridades ucranianas antes de chegar ao seu destino final, o mercado britânico.

A bebida, que se tornaria o primeiro produto de consumo para o público feito com mão de obra e agricultura de pessoas da região de Chernobyl, foi suspensa por membros do governo ucraniano. Entretanto, não a justificativa não é sanitária (acredite se quiser).

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Destilado feito com produção da região de Chernobyl foi criticado por fetichizar acidente nuclear, mas proposta afirma acender economia da região e trazer investimento para famílias afetadas pelo desastre

Fabricada pela ‘Empresa de Destilados de Chernobyl’, a Atomik é tão radioativa quanto as vodkas que você consome em casa. Após alguns anos trabalhando na região do desastre, o professor Jim Smith, da Universidade de Portsmouth, acreditava que deveria existir alguma saída econômica para as pessoas que continuavam morando na região próxima ao desastre. As produções agrícolas de todo o raio do acidente, tanto na Ucrânia como em Belarus, acabaram sendo deixadas de lada pelos importadores.

Ele então encontrou uma solução para esse problema. Ele sabia que, se destilasse a água e o centeio da região, conseguiria retirar toda a radiação residual dos alimentos produzidos na região atingida. Daí surgiu a ideia para a Atomik.

Animais prosperam mesmo vivendo na zona de exclusão de Chernobyl

“Nós utilizamos águas do aquífero de Chernobyl e centeio que tinha índices de contaminação. Destilamos. Pedimos aos nossos amigos da Universidade de Southampton para analisar as amostras em seus laboratórios de detecção radioativa. Não havia nada; qualquer rastro de radioatividade era imperceptível aos instrumentos”, afirmou Smith à VICE em 2019.

Com a comprovação, a produção tomou desenhos de larga a escala. O principal foco é auxiliar as famílias agricultoras da região e mostrar às pessoas que a região pode ser segura para diversos tipo de produção. Mas, aparentemente, o governo ucraniano não deseja que isso aconteça.

– Ele descobriu uma senhora de 92 anos vivendo na zona de exclusão de Chernobyl com seu filho 

“Eles estão nos acusando de não utilizarmos estampas adequadas para o público ucraniano. Mas isso não faz sentido: todas as garrafas tem estampas para o mercado britânico e tem a validação das autoridades sanitárias britânicas”, explica Smith.

Em nota, sua empresa disse que esse problema precisa ser resolvido em breve “para que continuemos a trabalhar para ajudar as pessoas afetadas pelos devastadores efeitos econômicos e sociais em diversas comunidades ucranianas causadas pelo acidente nuclear de Chernobyl.”

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Fotos: Divulgação/ Chernobyl Spirit Company


Redação Hypeness
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