Arte

Agenda Hype em casa: dia do hambúrguer, festivais de cinema e muita música nesta semana

Gabriela Rassy - 25/05/2021 | Atualizada em - 28/05/2021

Na semana em que se comemora o Dia do Hambúrguer, uma seleção especial de lanchos que fazem a nossa alegria. Por aqui também, lives, lançamentos musicais, bons livros feministas, festivais de cinema e encenações online.

Destaque para a programação de aniversário do MIS – Museu da Imagem e do Som de SP, para a última edição do Festival Divinas Brasileiras, em homenagem à Elizeth Cardoso, e para o lançamento de Hiran com Margareth Menezes, Linn da Quebrada e Wendel.

#live

Diogo Nogueira convida Fernanda Abreu, Lucy Alves e Mumuzinho
Sexta, 28n às 20h – Disponível por 48h no canal do YouTube.
Link de transmissão: https://www.youtube.com/TeatroPrudential
Em um show inédito, Diogo Nogueira convida Fernanda Abreu, Lucy Alves e Mumuzinho para interpretar o samba, o funk e o forró, gêneros musicais que representam o povo brasileiro, com apresentaçãode Claudio Lins. O evento fará uma ode ao Rio de Janeiro e à história do teatro brasileiro, como uma forma de resgatar a autoestima e a magia do otimismo carioca, com músicas que simbolizam hinos da Cidade.

“Perco a namorada, mas não perco a piada”
29 de maio de 2021, sábado, 20h
Gratuito
Dinho Machado se tornou um verdadeiro coach de relacionamento depois de dois casamentos, quatro namoros fracassados e outros milhares de foras. Em seu show, o artista compartilha sua experiência e histórias com o público com muito humor e música. Todo relacionamento tem uma trilha sonora e Dinho Machado traz ao seu show canções engraçadas que retratam a vida de quem vive, viveu ou viverá um relacionamento. Andréia, sua atual companheira, aproveita para expor o seu lado da história, com muita intriga e humor.

1º Festival Divinas Brasileiras | YouTube Instituto Mpumalanga 
Dia 30 de maio, domingo, às 17h 
Grátis
O evento celebra três grandes mulheres à frente do seu tempo e que contribuíram imensamente para a difusão dos ritmos brasileiros: Chiquinha Gonzaga, Dolores Duran e Elizeth Cardoso, pretas potências que diversas vezes tiveram suas origens apagadas ou minimizadas em suas biografias, relatos e encenações póstumas. Neste último encontro, com foco em Elizeth Cardoso, se reúnem Ná Ozzetti, Luciana Oliveira, Zélia Duncan, Izabella Bicalho, Zé Manoel e Lucas Nobile.

Belas Sonora em Casa: Laikabot | YouTube Petra Belas Artes Digital
Sexta-feira, 28, 18h
Grátis 
Trazemos nesta sexta-feira uma edição especial do Belas Sonora em Casa com um super show
da banda Laikabot. Após mais de um ano sem se apresentar devido à pandemia, a banda
paulistana volta com esta apresentação exclusiva. No setlist estão releituras como “Juízo
Final” (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares) e músicas próprias como “Medusa” (trilha sonora
do curta homônimo), “Juan” e “Etês”.

#música

Hiran feat. Margareth Menezes, Linn da Quebrada e Wendel | História
Mais um EP visual para a leva que vem saindo lindamente do forno neste ano. Desta vez, Hiran lança “História”, com os singles “Na Água de Oxum” e “Bang de Batidão” com participações de Margareth Menezes, Linn da Quebrada e do rapper Wendel.

THAIIS | Rede Elétrica
Um xamego, uma boa dose de regionalismo pernambucano e um pop moderno foi uma mistura que resultou em Rede Elétrica, trabalho de estreia da pernambucana de Floresta, THAIIS. O single, que tem a produção musical do conterrâneo Barro, chegou nas plataformas de streaming via selo Zelo e distribuição da Altafonte. Neta do sanfoneiro e forrozeiro, Agostinho do Acordeon, e sobrinha do também forrozeiro, Josildo Sá, Thaiis traz em Rede Elétrica as influências das suas raízes no xote e mistura com elementos do pop pernambucano e o indie rock brasileiro trazendo uma ousada textura sonora.

Andrezza Santos | Eutrópica
O interior da Bahia, a zona leste de São Paulo, a calmaria e o ruído são alguns dos cenários sonoros que Andrezza Santos traz para Eutrópica, seu novo álbum de estúdio, uma trilogia que estreia no dia 20 de maio e se desenvolve ao longo dos próximos meses de 2021. O álbum é feito com as narrativas do Eu de Andrezza, que musicou suas andanças e ‘cheganças’ desde Sapopemba, bairro da capital paulista onde viveu a maior parte da vida e que dá título a esta primeira parte do disco, até acolher-se em Juazeiro, norte da Bahia, a partir de 2015. Eutrópica é sobre mudanças e deslocamentos, sobre o tempo entre um sonho e o outro, entre uma estação de trem e a próxima.

Alexandre e Douglas Lora | Irmãos Lora
Dois grandes nomes da música instrumental brasileira e internacional, com biografias marcadas por indicações ao Grammy, colaborações com nomes como Yo Yo Ma, Paquito d’Rivera, Jovino Santos Neto e Anat Cohen; atuações em orquestras sinfônicas do mundo todo, premiações e apresentações em salas consagradas como Carnegie Hall, Alexandre e Douglas Lora lançam o álbum “Irmão Lora”. Os instrumentistas, compositores e mestres comemoram 35 anos de parcerias musicais neste encontro em duo, inédito em um registro de estúdio. Para marcar a estreia, Alexandre e Douglas elegeram, respectivamente, o handpan (instrumento de percussão melódico feito de aço, surgido na Europa, no ano 2000) e o violão de 7 cordas para compor a obra.

Muato, Nara Couto | Mo Fé Tu
O novo single do cantor, compositor, ator, produtor, pesquisador, roteirista e instrumentista, em parceria com a poderosa diretora, atriz e coreógrafa baiana Nara Couto, chega ao mundo. Unindo o iorubá com a língua portuguesa,“Mo Fé Tu” é uma invenção poética que expressa uma nova forma de dizer “eu te amo”. A parceria de Muato com o ator e compositor Danilo Mesquita começa com a expressão “um pedaço de rua”, fazendo referência à moradia do casal. O clipe se soma ao projeto “AfroLove Songs ou A Canção Urbana de Amor Política”.

Os Barbapapas | DooWooDooWoo
O grupo nos carrega a uma estação espacial não tripulada, onde agulhas instrumentais perfuram a membrana de nosso horizonte planetário, proporcionando uma visão holística de toda a experiência psicodélica de nosso planeta. Nossos guias nesta expedição são Barbara Mucciollo (Bateria e Percussão Eletrônica), Selva Rubens (Guitarra de Tacho – sim, de Tacho de cobre), Fernando Lima (Percussão e Bateria Eletrônica) e Tomás Oliveira (Harpa de Vidro e Contrabaixo), que também é responsável pela produção da obra.

Paulo Novaes | Minha Cabeça
Com 20 faixas, divididas entre poesias e canções, o disco foi gravado em 2019 entre Brasil e Portugal, onde Novaes morou por dois anos. Evocando o espírito da coletividade, grande parte das faixas foram gravadas por músicos de diversos lugares do mundo e cada uma traz uma participação e um ritmo diferente. São universos únicos em uma obra completa. O álbum conta com participações de participações de Pedro Altério, Leo Middea, Anavitória e Rubel.

Larissa Lisboa feat Amaro Freitas | Eu choro, não nego
Observar os processos de autoconhecimento e materializar os sentimentos através da arte são elementos que fundamentam a canção da pernambucana Larissa Lisboa, em parceria com o pianista Amaro Freitas. A potente e suave voz de Larissa expõe as feridas deixadas por um doloroso término de relacionamento e, para criar uma ambiência sonora que dialogasse com a temática, a artista escolheu a dedo os pianos do conterrâneo Amaro Freitas. O resultado flerta com um som pop, eletrônico, experimental, dançante e reflexivo.

Tila | Rascunho
Tila é cantora e compositora e está perto de lançar seu primeiro álbum, “Azul. Vento à Flor da Pele”. Na música desde jovem, foi como backing vocal que se apoderou de microfones e teve nos palcos, seja dos bares da Vila Madalena ou no Centro Cultural da Penha cantando Alcione, o cenário para soltar a voz profissionalmente. Encarou sua vocação musical de fato quando gerou seu terceiro trabalho, ainda em 2017, “Rascunho”. A faixa demorou a ser lançada mas acaba de sair como single, disponível nas plataformas digitais.

Dêssa Souza | Camadas
Dêssa Souza cresceu em quintais de terra, com modas de viola tocadas ao vivo perto da fogueira por seu avô e tios-avôs. Nos bailinhos da família, ouvia Johnny Rivers ou Bee Gees direto dos vinis curtidos por seus pais, tios e tias. Agora, misturando um tanto de sua alma interiorana com as batidas da cultura popular, do rap e da soul music, divulga seu primeiro EP, ‘Camadas’. Composto por 5 faixas, entre autorais e parcerias, registro apresenta essa que é uma mulher preta, mãe, artista, produtora, periférica, de sangue baiano-mineiro-negro-indígena, da poesia, do teatro, das descobertas constantes em torno da ancestralidade e bem mais.

#cinema

1ª Mostra Embaúba Play
Até o dia 12 de junho
A plataforma exibe uma mostra gratuita e inédita de filmes brasileiros. Ela conta com a participação de quatro curadores convidados, que selecionaram produções contemporâneas dividas nos seguintes programas: “Também somos rascunhos”, com obras biográficas (Ewerton Belico); “A Fluidez da Forma – Cinema Indígena Experimental” (Júnia Torres), “Orgia ou O Cinema que deu cria”, com filmes que flertam com o cinema de invenção (Victor Guimarães), e “Testemunhar, fabular, existir – modulações de um QuilomboCinema brasileiro contemporâneo”, com curtas-metragens recentes de realizadores negros (Tatiana Carvalho Costa). Essa programação traz mais de 40 títulos da produção nacional, muitos deles inéditos em circuito e streaming. Alguns dos destaques são: “Batguano”, de Tavinho Teixeira; “Vida”, de Paula Gaitán; “Santos Dumont: Pré-Cineasta”, de Carlos Adriano; “Urihi Haromatipe – Curadores da Terra Floresta, de Morzaniel Yanomami; e “Yãmiyhex, as mulheres espírito”, de Sueli e Isael Maxakali.

Bate-papo de Cinema Pontos MIS
Domingo, às 18h, ao vivo
Esta edição é a última da Mostra Babenco, que apresentou três obras de um dos mais importantes cineastas do Brasil ao longo de três sábados deste mês, e acontece no dia que o MIS comemora seus 51 anos. O documentário “Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou” (dir. Bárbara Paz, Brasil, 2019, 75 min, 16 anos) faz uma imersão amorosa na vida do cineasta, revelando medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre vigor intelectual e fragilidade física que marcou sua vida. O bate-papo conta com a presença de Bárbara Paz (atriz, diretora e produtora) e mediação de Giuliana Monteiro (roteirista e diretora) e Vanise Carneiro (atriz, diretora, educadora e preparadora de elenco).

Festival “Volta ao Mundo: Espanha” | Petra Belas Artes
3 a 16 de junho
A mostra exibe 12 filmes que vão desde grandes clássicos a cults modernos e inéditos nos cinemas brasileiros, além de premiadas coproduções com outros países, como Argentina, França e Itália. A Espanha chega representada por obras-primas, anunciadas aqui em ordem cronológica: “Bem-vindo Senhor Marshall” (1953), de Luis García Berlanga; “Viridiana” (1961), de Luis Buñuel; “O Espírito da Colmeia” (1973), de Víctor Erice; “Cría Cuervos” (1976), de Carlos Saura; “Vacas” (1992), de Julio Medem; “A Língua das Mariposas” (1999), de José Luis Cuerda; “Joana, a Louca” (2001), de Vicente Aranda; “Pelos Meus Olhos” (2003), de Icíar Bollaín; “O Segredo dos Seus Olhos” (2009), de Juan José Campanella; “Viver é Fácil com os Olhos Fechados” (2013), de David Trueba; “Maria (e os outros)” (2016), de Nely Reguera; e “Saura(s)” (2017), de Félix Viscarret.

#cênicas

Teatro e Pornografia a Partir de História do Olho de Georges Bataille
Dias 24 e 31 de maio, segundas, às 19h e 21h, em formato digital
Grátis. Reservas em sympla.com.br/grupoxixdeteatro
Com direção de Janaina Leite, do Grupo XIX de Teatro, a mostra nasce a partir do livro de Georges Bataille, uma obra literária e filosófica que conjuga o erótico e o sagrado. O grupo de artistas apresenta um experimento híbrido entre teatro, performance, pornografia e audiovisual onde exploram a descoberta da sexualidade de três jovens em imagens e situações que transitam entre o vulgar e o cósmico.

#literatura

“Nomear para combater – Uma tentativa de organizar a raiva para virar pensamento”, de Nicole Aun
Escrito a partir de encontros e entrevistas o livro da ativista feminista chega para discutir a luta por igualdade de gênero e formas de extinguir o patriarcado a partir da raiva, dos não silenciamentos, das formas de ser, estar, existir e resistir no mundo sendo mulher. O livro está disponível para venda nos e-commercers de livros do país. O lançamento oficial aconteceu no último dia 20 de maio.
Compra pelo site http://www.editoraclaraboia.com.br/

Psiconautas: viagens com a ciência psicodélica brasileira
Por décadas, drogas como o LSD e a psilocibina de cogumelos foram estigmatizadas. Hoje sabemos que esses símbolos da contracultura têm mostrado eficácia em estudos sobre depressão. O mesmo acontece com o MDMA, usado para tratamento de estresse pós-traumático em testes experimentais. No Brasil, pacientes deprimidos tiveram bons resultados em ensaios com ayahuasca, e os dependentes de crack têm motivos para otimismo graças à ibogaína, droga sintetizada a partir de uma planta do Gabão. Ao mesclar relatos da própria experiência com essas substâncias ao perfil dos principais pesquisadores da área (estrangeiros e brasileiros) entrevistados diretamente pelo autor, Marcelo Leite oferece um panorama completo desse campo de estudo no qual ciência e humanismo caminham juntos.
Compra aqui.

“No útero não existe gravidade”, de Dia Nobre
Este, que é o segundo livro da autora finalista do Prêmio Caio Fernando Abreu em 2020, se apresenta como híbrido e desenterra as chagas íntimas e sociais das mulheres. A obra explora as relações tortuosas com a família e a sociedade, de forma a esculpir as relações. “No útero não existe gravidade” pode ser lida tanto em formato de romance como em formato de contos, traz uma personagem feminina que é acompanhada da infância à vida adulta tentando remontar mentalmente um quebra-cabeça de memórias e momentos da mãe, após ser abandonada. O lançamento acontece no dia 26 de maio, quarta-feira, às 20h, nas redes da Editora Penalux. O papo será mediado pela crítica literária Tamy Ghannam, do canal Literatamy.
Link para compra

#delivery

Uma seleção inteira para celebrar o Dia do Hambúrguer!

Yazzo Burguers
Destaque para a exclusividade da casa: o srimpburger! Com pedaços carnudos de camarão e salada coleslaw, é um lanche que dá vontade de morar dentro. O vegetariano beansburger é absolutamente incrível, cheio de textura, suculência e sabor defumado. Entrega de quinta a sábado pelo Goomer, iFood ou Delivery do Bem.

Fat Cow
Shrek – burger, queijo, alface, tomate, cebola grelhada, molho Shrek com ervas finas (R$ 38)
Delivery pelo Rappi (Possui Take Out e drive thru)

Baruk
A versão Kafta (R$35,90) leva hambúrguer de kafta, queijo cheddar, cebola frita e maionese de tahini. Acompanha batata frita com zatar. Já a Veggie (R$35,90) combina hambúrguer de falafel, coalhada, pepino, tomate e cebola no pão australiano. Também acompanha batata frita com zatar.
Delivery próprio pelos telefones: (11) 3895-9990 ou (11) 96621-9990 ou pelo IFood (Possui take away e drive-thru)

Manga
Pão laugenbrot (feito na casa), hambúrguer 140g (blend de brisket, costela e contra-filé), tomate caqui, alface romana, queijo (cheddar inglês envelhecido) e molho (emulsão de caldo de costela, cornichon e cebola). Acompanha batata frita. Sai por R$ 47 somente delivery e take-away.
Pedidos (delivery e take-away) e informações: (71) 3506- 2744 ou whatsapp (71) 9296-3232

Dona Deôla
Ao todo são 4 opções: Hambúrguer no pão francês em formato bolinha e leva queijo prato, maionese, alface americana, tomate, bacon em tiras e cebolas caramelizadas; Hambúrguer no pão francês, com um toque mexicano com guacamole e maionese com tabasco, além de cheddar, bacon, alface e tomate; Hambúrguer no pão australiano e coberto por cheedar cremoso, molho especial, alface americana e tomate; e Hambúrguer no pão brioche, com dois queijos – prato e blue cheese -, jalapenos, cebola tostada e sour cream. Também é possível pedir o tradicional Xis-burger em qualquer tipo de pão. Para acompanhar os hambúrgueres, a Dona Deôla lança também as batatas fritas onduladas, que podem ser pedidas em porção ou no combo com os lanches.
Delivery pelo Ifood.

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Yazzo Burgers por Estúdio Mió
Hiran por @hisandeverdade @prazerbatalha


Gabriela Rassy
Jornalista enraizada na cultura, caçadora de arte e badalação nas capitais ensolaradas desse Brasil, entusiasta da cena musical noturna e fervida por natureza.