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Bonnie & Clyde: 7 curiosidades do casal que teve carro destruído por tiros

Redação Hypeness - 17/05/2021 | Atualizada em - 18/05/2021

A história de Bonnie e Clyde não é tão glamurosa quanto Warren Beatty e Faye Dunaway deixaram aparentar. Os dois atores deram vida aos criminosos da Grande Depressão no filme de 1967, “Bonnie & Clyde — Uma Rajada de Bala”, que se tornou um clássico de Hollywood. Mas a vida real era um pouco diferente do que foi passado nas telas. 

Bonnie e Clyde: a verdadeira história do dia em que o casal fora da lei foi apanhado

Clyde Barrow e Bonnie Parker.

O casal de criminosos Bonnie Elizabeth Parker e Clyde Chestnut Barrow se conheceram no Texas, nos Estados Unidos, em janeiro de 1930. Naquela época, Bonnie tinha apenas 19 anos e Clyde, 21. Pouco depois do encontro, Barrow acabou sendo preso pela primeira vez, mas conseguiu fugir ao usar uma arma dada por Parker. Apesar de ter sido preso novamente, pouco depois, em 1932, ele estava de volta às ruas para viver dois anos de vida de aventuras perigosas ao lado de sua amada. 

O casal morreu em 23 de maio de 1934, perto de Sailes, no estado da Louisiana, durante uma emboscada feita pela polícia para deter os dois.  Apesar da partida precoce, os dois são lembrados até hoje no imaginário popular norte americano, como no filme de Arthur Penn e na música “03’ Bonnie and Clyde”, de Jay-Z e Beyoncé.

1. Bonnie e Clyde não eram apenas uma dupla, eram uma gangue

A história de assaltos de Bonnie Parker e Clyde Barrow não tem apenas os dois como protagonistas. Tudo começou com a Barrow Gang, uma gangue que levava o sobrenome de seu líder, Clyde Barrow. O grupo peregrinava pela região central dos EUA cometendo crimes, como assalto a bancos e roubos a pequenas lojas ou postos de gasolina. Esses dois últimos eram a preferência do grupo. 

Entre os membros da gangue, estavam o irmão mais velho de Clyde, Marvin Buck Barrow, a cunhada de Clyde, Blanche Barrow, além dos amigos Ralph Fults, Raymond Hamilton, Henry Methvin, W.D. Jones, entre outros. 

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Warren Beatty e Faye Dunaway em imagem do filme “Bonnie e Clyde — Uma Rajada de Bala”.

2. Clyde tinha um saxofone 

O saxofone de Clyde foi encontrado entre as armas e as placas falsas que a polícia identificou no Ford V8 em que o casal morreu. O instrumento saiu ileso do tiroteio que tirou a vida do casal.

3. Bonnie era casada com um outro criminoso (e permaneceu assim até sua morte!)

Poucos dias antes de completar 16 anos, Bonnie Parker se casou com Roy Thornton (1908–1937), colega de escola. Os dois abandonaram os estudos e decidiram viver uma vida a dois que se provou, na verdade, um pouco mais cheia do que isso.

Por conta das constantes traições de Roy, os dois se separaram, mas nunca se divorciaram. Diz-se que Bonnie foi enterrada ainda usando a aliança do casamento com Roy. Ela também tinha uma tatuagem com os nomes dos dois. 

Quando soube que Bonnie e Clyde haviam sido mortos pela polícia, Roy, da prisão, afirmou: “Fico feliz que ela tenha ido assim. É muito melhor do que ser preso.” Roy morreu em 1934 ao tentar fugir da cadeia em que cumpria pena. 

4. Uma poesia escrita por Bonnie ‘previu’ a morte dos dois

Jeff Guinns, biógrafo do casal, conta detalhes do talento de Bonnie para a escrita em seu livro, “Go Down Together”. A criminosa mantinha um caderninho em que colocava suas criações e também registrava uma espécie de diário sobre as aventuras com Clyde. 

Segundo o “Guardian”, o caderno fazia parte de uma coleção de itens que ficou com a irmã mais velha de Bonnie, Nell May Barrow. O item foi colocado à venda em um leilão. Nele, um dos poemas fala sobre a morte de Bonnie e Clyde, juntos. O texto ficou famoso principalmente por um de seus versos.

Algum dia, eles vão cair juntos. Eles serão enterrados lado a lado. Para poucos, será a dor. Para a lei, um alívio. Mas será a morte para Bonnie e Clyde”, escreveu. 

O poema foi publicado na íntegra no livro “Fugitives”, escrito pela irmã de Bonnie ao lado de sua mãe, Emma. Ele dava respostas sobre a real intenção de Bonnie e Clyde em seus assaltos. 

Nós não queremos machucar ninguém, mas nós temos que roubar para comer. E se for um tiro para viver, então será assim”, diz um trecho. 

Fotografias históricas do casal de criminosos Bonnie e Clyde são expostas pela primeira vez

Clyde exibe seu carro e as armas que ele costuma usar.

5. Um caçador de recompensa tentou cortar a orelha de Clyde após sua morte

Quando a notícia da morte do casal se espalhou pelos arredores, caçadores de recompensa de todo tipo tentaram colecionar “souvenirs” de Bonnie e Clyde. De uma hora para a outra, a população de região que era de duas mil pessoas, pulou para aproximadamente 12 mil. Um deles, tentou cortar a orelha esquerda de Clyde para levar para casa. 

6. A mãe de Clyde foi acusada de ser a líder do bando

Após a morte de Bonnie e Clyde, Cumie Barrow, mãe de Clyde, foi acusada pela promotoria do caso de ser a verdadeira líder da gangue. Durante o julgamento, Clyde O. Eastus, promotor, apontou diretamente para a sra. Barrow afirmando que ela era a mente por trás dos crimes. Ela foi sentenciada a 30 anos de cadeia.

Cumie admitiu que havia encontra com o filho e Bonnie por cerca de 20 vezes entre dezembro de 1933 e março de 1934. Durante os encontros, ela os provia de alimentos, roupas e abrigos. Cumie acreditava que o filho nunca havia machucado ninguém.

“Uma vez perguntei a ele: ‘filho, você fez o que eles dizem nos jornais?’. Ele me respondeu: ‘Mãe, eu nunca fiz nada tão ruim como matar alguém'”, ela contou ao “Daily Times Herald”, de Dallas. 

7. Bonnie adorava posar para fotos

Se Bonnie fosse viva ainda hoje, certamente seria uma usuária frequente do Instagram. Parker amava tirar fotos e gostava de posar para elas. Uma série de imagens em que ela aparece com Clyde mostra a mulher fumando e segurando armas. Os retratos foram pura encenação, mas ajudaram o casal na construção romantizada de seus personagens.

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Fotos: FBI/Acervo


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