Ciência

Emergência climática deve aumentar intensidade de furacões no Atlântico

Redação Hypeness - 25/05/2021 | Atualizada em - 27/05/2021

Cientistas americanos preveem que o ano de 2021 será de fortes furacões no oceano Atlântico. Um estudo feito pela Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera (NOAA) indica que serão de 13 a 20 tempestades fortes, seis a 10 furacões, além de três a cinco furacões de categoria 3 ou superior.

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Ventos fortes sopram em Fort Lauderdale por conta do furacão Irma, em 2017.

Furacões têm se tornado cada vez mais fortes e os pesquisadores avaliam que as mudanças climáticas têm papel fundamental nesse cenário devastador. Graças a elas, as chuvas têm sido mais fortes e a elevação do nível do mar tem ajudado a provocar ondas maiores e mais violentas. 

Apesar disso, Matthew Rosencrans, do NOAA, estima que a temporada de furacões de 2021 não será tão intensa quanto foi a de 2020. Porém, ele é cauteloso ao dizer que é preciso somente “uma tempestade forte para devastar comunidades e vidas”.  

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A escala de furacões Saffir-Simpson vai de um a cinco. Na primeira categoria, os ventos ficam entre 119km/h e 153km/h. Já no outro extremo, na categoria mais alta, os ventos podem ultrapassar os 252km/h. No caso do nível três, eles ficariam entre 178km/h e 208km/h. 

Voluntário resgata cachorro durante inundação provocada pelo furacão Florence, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, em 2018.

A temporada de furacões começa no dia primeiro de junho e vai até o dia 30 de novembro. No entanto, o jornal americano “New York Times” lembra que, nos últimos seis anos, as tempestades chegaram antes do tempo previsto. 

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Aumento da intensidade dos ventos

Nos últimos 30 anos, o número médio de tempestades e furacões no Atlântico aumentou consideravelmente. Enquanto as tempestades passaram de 12 para 14, os ciclones tropicais passaram de três para sete. 

Cientistas avaliam que com uma atmosfera mais quente, há uma maior retenção de umidade, o que favorece a intensificação de tempestades tropicais. 

Nós estamos vendo um aumento na proporção de furacões que são da categoria 3 em diante. Nós percebemos isso de forma clara analisando os dados de satélite“, diz Kerry Emanuel, especialista em clima do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

“Vamos começar a ver (furacões com) intensidades que nós nunca vimos antes“, alerta James Kossin, pesquisador da NOAA.

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Fotos: Getty Images


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