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Adriana Sant’anna que reclamou de serviço doméstico nos EUA fez fala racista sobre escravidão

Redação Hypeness - 24/06/2021

A ex-BBB Adriana Sant’anna publicou uma série de vídeos no Instagram reclamando do preço de serviços domésticos nos EUA. Em um perfeito exemplo do ‘classe média sofre’, a brasileira, desacostumada com o cuidado da casa, se espantou com os preços que os estadunidenses cobram para realizar tarefas essenciais do lar. 

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Adriana Sant’Anna descobre que serviços domésticos custam dinheiro fora do Brasil

“Gente, por favor. Acha alguém pra trabalhar aqui em casa, fazer tudo. Eu imploro, indica alguém aqui dos EUA. A gente paga bem. Eu só preciso que limpe, lave, passe, guarde, cozinhe e olhe as crianças quando eu precisar. Não aguento mais essa vida de ficar colocando coisa pra lavar.  É muito sério isso. Está me tirando o sono, eu tenho rezado, pedido a Deus, para as minhas amigas.  Está todo mundo atrás de alguém pra mim e não tem”, afirmou a ex-BBB, no Instagram.

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“E quero alguém para ficar aqui o tempo todo, fazendo tudo para mim e não acho. Eu preciso trabalhar, essas coisas que tenho que ficar fazendo não dá, que é lavar roupa, passar, arrumar, organizar, pegar bagunça de criança”, disse.

“Aproveitar e fazer ressalva, a gente no Brasil estava feita. Porque lá uma pessoa faz tudo. Aqui, para passar 25 dólares a hora a mais, para dobrar 25 dólares. Ah, para poder esticar o braço, mais 10 dólares. É assim. Então, você que tem alguém no Brasil, ajoelha e agradeça a Jesus”, afirma.

As empregadas domésticas e o racismo

É fato sabido que as condições empregatícias das domésticas no Brasil são uma herança maldita da escravidão no nosso país. As empregadas domésticas brasileiras tem cor: 64% são negras.

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“O trabalho doméstico no Brasil ainda é análogo à escravidão. As trabalhadoras domésticas tem cor e classe: São mulheres periféricas, pobres e pretas. É uma classe julgada como inferior”, afirma a historiadora e rapper Preta Rara.

E Adriana Sant’anna já fez comentários de cunho racista como coach. Em um vídeo gravado no ano de 2020, a influenciadora falou que os negros recém-saídos da condição de escravizados no Brasil estavam “acorrentados na alma e no coração”:

Se a existência massiva de domésticas no Brasil não fosse uma evidência clara da nossa desigualdade social e do racismo que estrutura e define nossa sociedade, Adriana reforça a ideia de que os efeitos da escravidão na população negra brasileira foram resultado de uma escolha.

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Não foi uma escolha. Só para citar um exemplo: os negros tiveram de lutar por educação formal por anos e, mesmo sendo maioria da população brasileira, a população negra só se tornou maioria nas universidades públicas em 2019, 131 anos após a escravidão. Nunca foi uma escolha.

 

 

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Fotos: Reprodução/Instagram


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