Sustentabilidade

Cultivo guarani na Zona Sul de São Paulo já soma 50 mil m²

Redação Hypeness - 23/06/2021 | Atualizada em - 28/06/2021

Um estudo publicado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de São Paulo mostrou que a produção agrícola dos indígenas Guarani Mbya já soma 50 mil m² e é uma referência para o cultivo de alimentos de forma sustentável no espaço da capital paulista.

O projeto Ligue os Pontos, parceiro da prefeitura na pesquisa, coletou informações de 428 unidades de produção agrícola na Zona Sul de São Paulo, sendo 171 em Paralheiros, 169 no Grajaú e 88 no Marsilac. O Ligue os Pontos contratou o Centro de Trabalho Indigenista – CTI e expandiu esse trabalho, a fim de mostrar a força do trabalho agrícola dos Guarani Mbya e subsidiar o poder público de dados para desenvolvimento de novas políticas específica para essas populações da capital paulista.

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O estudo mostra que existem 29 unidades produtivas e 81 roças nas terras dos Guarani, o que dá 5 hectares de áreas de plantio, o que equivale à área cerca de 5 campos de futebol. Entretanto, vale ressaltar que essa produção não é comercializada e serve para o sustento alimentar dos indígenas.

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“O nhandereko, modo de viver guarani, constitui o conjunto de práticas e saberes que os Guarani guardam como um tesouro, assim como as sementes de seus cultivos. É por meio desses ensinamentos, protegidos e reproduzidos entre as gerações, que se encontra novamente a potência de sua agricultura que, tão resiliente quanto seu povo, insiste em continuar florescendo”, diz um estudo do Centro de Trabalho Indigenista de 2020 sobre a produção dos Guarani Mbya.

Desde 2014, a Prefeitura de São Paulo apoia as produções agrícolas guarani através do Projeto Aldeias, que procura preservar e garantir os direitos de sobrevivência das formas de vida dos povos indígenas de SP que habitam o extremo sul e o Jaraguá.

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“Segundo os anciãos e anciãs guarani, os xeramoĩ e as xejariy, os diversos tembi’u ete’i – os alimentos verdadeiros – são variantes dos cultivos que as divindades guarani possuem em suas moradas celestes. Alimentar-se deles é uma das condições para se ter corpos mais saudáveis, imitando o comportamento das divindades”, completa o texto.

 

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Fotos:  Observatório dos Direitos e Políticas Indigenistas


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