Diversidade

Filmes LGBTQIA+ na Netflix: ‘Moonlight’ é destaque entre as muitas opções na plataforma

Vitor Paiva - 29/06/2021

Junho é o Mês do Orgulho LGBTQIA+, e a importância do movimento é tanta que tomar as ruas das cidades do mundo é o mínimo a se fazer: e se a pandemia ainda nos impede de tal festa em resistência, que o tema então tome a nossa Netflix. São muitas as opções para os mais variados gostos e estilos de filmes com temática LGBTQIA+ na plataforma e, entre novidades e clássicos modernos, alguns se destacam como verdadeiros marcos do cinema mundial – e temos, por motivos estéticos, qualitativos, mas também históricos, Moonlight, de 2016, no topo de tal destaque.

Eddie Redmayne em A Garota Dinamarquesa

Eddie Redmayne em A Garota Dinamarquesa

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Antes de mais nada, a lista de filmes LGBTQIA+ disponíveis na Netflix é felizmente extensa, dentre originais, novidades e mesmo filmes antigos – como, por exemplo, A Garota Dinamarquesa, filme de 2015 estrelado por Eddie Redmayne interpretando Lili Elbe, uma artista que fez história como uma das primeiras pessoas trans sabidas a realizar uma cirurgia de redesignação sexual. Outro clássico recente disponível é Me Chame Pelo Seu Nome, de 2017, que conta a história de um adolescente de 17 anos que se apaixona na Itália por um homem mais velho para se tornar um dos grandes filmes recentes.

Cena de Me Chame Pelo Seu Nome

Cena de Me Chame Pelo Seu Nome, de 2017

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E a lista segue: The Boys In The Band é um original Netflix lançado no ano passado, baseado em peça de 1968 que mostra uma festa de aniversário entre um grupo de amigos em um apartamento em Nova York, e estrelado por Jim Parsons. Já Meu Nome é Ray traz um elenco estelar, formado por Elle Fanning, Naomi Watts e Susan Sarandon, para contar a história de Ray, que nasceu mulher mas jamais se identificou como tal, e que se encontra em vias de realizar a cirurgia de redesignação sexual no contexto de conflitos familiares.

Laerte-se

Laerte é uma das maiores cartunistas do Brasil em todos os tempos

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Há ainda o documentário Laerte-se, primeiro doc brasileiro da plataforma, sobre a incrível vida e obra da cartunista brasileira, o também brasileiro Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, I Am Michael, Alex Strangelove, e mais.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

O brasileiro Hoje Eu Quero Voltar Sozinho trata dos primeiros amores adolescentes

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Carol é outro destaque recente, estrelado por Cate Blanchett vivendo uma mulher casada que se apaixona por uma balconista e embarca em um amor então proibido durante os anos 1950 – e a lista mal começou.

Carol

Cate Blanchett vive uma mulher rica em um amor lésbico em Carol

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Se a íntegra da seleção LGBTQIA+ merece toda atenção, celebração e as palmas, o topo do destaque vai para Moonlight, inesquecível filme dirigido e escrito por Barry Jenkins e lançado em 2016. Ao contar três etapas diversas da vida do personagem Chiron, atravessando momentos de abuso físico e emocional, questões raciais e a própria descoberta de sua identidade sexual, o filme criou um verdadeiro clássico do cinema.

Três épocas reunidas do mesmo personagem na imagem de divulgação de Moonlight

Três épocas reunidas do mesmo personagem na imagem de divulgação de Moonlight

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Como se não bastasse a qualidade para justificar sua celebração, Moonlight ainda se tornou o primeiro filme com um elenco todo formado por artistas negros, o primeiro filme de temática LGBTQIA+, além do filme de segunda menor bilheteria da história a vencer o Oscar de Melhor Filme.

Moonlight

Moonlight também retrata a infância do personagem Chiron

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A presente seleção é somente uma ínfima parte das muitas opções de filmes, docs e séries com temática LGBTQIA+ na Netflix. As opções são para rir, chorar, refletir e resistir com as obras – que podem ser vistas aqui – em junho mas também ao longo de todo o ano, todos os anos, em todas épocas, como uma das pautas fundamentais pela igualdade e a justiça no mundo.

Moonlight

Moonlight se tornou marco na história do cinema negro e LGBTQIA+

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© fotos: Netflix/divulgação/reprodução


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores, publica artigos, ensaios e reportagens.

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