Diversidade

Grupo Gay da Bahia tem trajetória expressiva contra homofobia

Redação Hypeness - 07/06/2021 | Atualizada em - 09/06/2021

41 anos bem assumidos. É assim que se resume – porém não apenas define – o Grupo Gay da Bahia, a mais antiga associação que trabalha pela defesa dos direitos humanos dos homossexuais no Brasil. Fundada em 1980, a entidade oferece espaço para a sociedade civil trabalhe no combate a homofobia, à prevenção do HIV e Aids, além da busca pela justiça e equidade.

O Centro Baiano Anti-Aids (CBAA), Grupo Gay Negro da Bahia Quimbanda Dudu, Associação de Travestis de Salvador (ATRAS), são entidades que estão relacionadas ao GGB com base em seu estatuto social, independentes mas conectadas na luta da prevenção e combate ao preconceito.

O Grupo Gay da Bahia é responsável ainda pela única pesquisa nacional que inclui todos os segmentos da comunidade LGBT+ no Relatório Anual de Mortes Violentas de LGBT no Brasil.

De acordo com a pesquisa, em 2020, 237 pessoas, entre lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, tiveram morte violenta no Brasil em decorrência da homotransfobia: 224 homicídios (94,5%) e 13 suicídios (5,5%).

Diferentemente do que se repete desde que o Grupo Gay da Bahia iniciou a pesquisa, em 1980, pela primeira vez, as travestis ultrapassaram os gays em número de mortes: 161 travestis e trans (70%), 51 gays (22%) 10 lésbicas (5%), 3 homens trans (1%), 3 bissexuais (1%) e finalmente 2 heterossexuais confundidos com gays (0,4%).

O ano recorde foi 2017, com 445 mortes, seguido em 2018 com 420, baixando para 329 mortes em 2019 e agora 237 em 2020. Mas a redução não pode ser relacionada à políticas públicas. De acordo com os pesquisadores, houve subnotificação causada pelo desmonte de campanhas que incentivam denúncias do tipo.

Assim, o grupo segue trabalhando para defender os interesses da comunidade homossexual da Bahia e do Brasil, denunciando todas as expressões de homofobia , lutando contra qualquer forma de preconceito e discriminação, divulgando informações corretas sobre a orientação homossexual e conscientizando homossexuais da necessidade de lutar por seus plenos direitos de cidadania.

Organização

O GGB é dirigido por um colegiado composto de 6 coordenadores facilitadores. Presidente, Vice-Presidente, Secretário, Tesoureiro, Arquivista e Coordenadores e mais 6 Conselheiros. Todos estes cargos tem duração de 4 anos, sendo eleitos pela Assembléia Geral dos Sócios.

Qualquer homossexual, que freqüente o GGB pode candidatar-se ao colegiado. Cabe ao Presidente, atualmente o doutor em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo e mestre pela Universidade Sorbone de Paris, Luiz Mott, e ao Vice-Presidente, o historiador Marcelo Cerqueira, falarem oficialmente em nome da entidade.

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Fotos: Getty Images e Arquivo GGB


Redação Hypeness
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