Diversidade

LGBTQIA+: no mês do orgulho (e o ano todo) apoie ONGs que fazem a diferença

Redação Hypeness - 09/06/2021 | Atualizada em - 11/06/2021


O mês de junho é o Mês do Orgulho LGBTQIA+ no mundo todo. Como se sabe, a LGBTfobia ainda é um grande problema ao redor de todo o planeta e no Brasil a situação não é diferente. Apesar de termos evoluído consideravelmente nas últimas décadas e hoje vemos maior representatividade e mais celebração da existência LGBT, ainda temos passos consideráveis para caminhar nesse sentido. Por isso, selecionamos algumas organizações não-governamentais (ONGs) que você pode apoiar para ajudar pessoas LGBT em situação de vulnerabilidade e assim criar um mundo mais diverso, plural e bonito.

Por quê junho é o mês do Orgulho LGBTQIA+? Entenda: Como a revolta de Stonewall, em 1969, empoderou o ativismo LGBT para sempre

O que significa LGBTQIA+?

Mas antes, vamos falar um pouquinho sobre o que significa LGBTQIA+. No início do século, era comum se referir à população que não era hétero e cis como ‘Gays, Lésbicas e Simpatizantes’ ou GLS. Esse termo se tornou obsoleto; a sigla LGBT foi adotada no ano de 2008. Além de dar preponderância às Lésbicas, ela incluía os bissexuais (sim, nós existimos) e incluía pessoas trans, trazendo a identidade de gênero para dentro do balaio.

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Movimento LGBTQIA+ cresceu muito nos últimos anos

Posteriormente, novos termos foram inclusos na sigla: QIA+. Mas vamos explicar todos, tintim por tintim, para que não haja confusão.

LGBTQIA+ – significado:

 

  • Lésbicas: são mulheres que se sentem afetivamente e sexualmente atraídas por outras mulheres.
  • Gays: são homens que se sentem afetivamente e sexualmente atraídas por outros homens.
  • Bissexuais: são pessoas que se sentem afetivamente e sexualmente atraída por pessoas de quaisquer gêneros.
  • Trans: pessoas que possuem uma identidade de gênero diferente da do sexo biológico.
  • Queer: pessoas que não se enquadram em nenhum dos gêneros binários.
  • Intersexo: pessoas que nasceram com condições biológicas em que o gênero não é definido.
  • Assexual: pessoas que não sentem atração sexual e/ou afetiva por ninguém.
  • +: Todas as outras formas de expressão da sexualidade e do gênero que não se enquadrem no padrão heteronormativo e nos termos supracitados.

 

ONGs para apoiar o movimento LGBTQIA+

Apesar de o movimento LGBTQIA+ ter crescido nos últimos anos e ter conquistado diversas lutas, ainda há muito o que se fazer no Brasil. No país que mais mata transsexuais em todo o mundo e onde a união entre pessoas do mesmo sexo ainda não é permitido, é difícil dizer que vivemos em um paraíso da sexualidade. A homofobia, enraizada no país por uma série de instituições, ainda é forte e barra diversas possibilidades políticas de mudança e de mais direitos para a população LGBTQIA+.

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Por isso, muitos coletivos se organizam de forma independente, sem o apoio do estado, e criam locais de acolhimento, projetos de inclusão no mercado de trabalho e outras medidas para reduzir a discriminação e garantir a vida à pessoas LGBTQIA+. Listamos algumas delas. Você pode apoiar agora, em junho, e no resto do ano todo:

Casa Transformar – Fortaleza

Casa Transformar dá formação profissional e acolhimento para pessoas trans no Ceará

O Ceará é o segundo estado no Brasil com mais mortes por transfobia. Entretanto, a missão da Casa Transformar é mudar essa realidade e garantir segurança e o direito à vida a pessoas trans em Fortaleza, capital cearense. O nome já indica: a ideia é também dar formação profissional para todes que passam pela casa, garantindo oportunidades no mercado de trabalho para superar a vulnerabilidade social.

Apoie a Casa Transformar na Vakinha.
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EternamenteSOU – Brasil

LGBTQIA+ com mais de 50 anos de idade

EternamenteSou é uma ONG que valoriza e apoia LGBTQIA+ com mais de 50 anos de idade

Como já falamos, mesmo antes dos anos recentes, os LGBTQIA+ sempre existiram no Brasil. A ONG EternamenteSOU busca apoiar pessoas LGBTQIA+ com mais de 50 anos ao redor do país. Essa população sofre de duas formas: de um lado é vítima do etarismo e do outro é vítima da homofobia.

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O trabalho da EternamenteSOU é uma tentativa de dar acolhimento para essas pessoas. “Iniciamos nosso trabalho em 2017, por meio de um coletivo de profissionais mobilizados pela necessidade de se pensar serviços e projetos de atendimento psicossocial específicos para população LGBT em processo de envelhecimento”, explica a ONG.

Agora, a meta do grupo é criar uma casa de acolhimento para LGBT50+ no centro de São Paulo.

Apoie a EternamenteSOU na benfeitoria.


Casinha Acolhida – Rio de Janeiro

Casinha faz acolhida emergencial e contínua à pessoas LGBTQIA+ no Rio de Janeiro

A Casinha foi fundada em 2017 e tem como meta criar uma rede de apoio emergencial e contínuo para pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade. Segundo os fundadores da ONG carioca, a Casinha promove “ações específicas nas vertentes de: Serviço Social, Assistência Jurídica, Empregabilidade, Educação, Cultura e Saúde. Nossa missão é promover direitos sociais e auxiliar à população LGBTQIA+ a alcançar emancipação individual e autonomia através de projetos educacionais e culturais, apoio jurídico e psicossocial, promoção de saúde física/mental e geração de renda”.

Doe para a Casinha através do AME.


Casa 1 – São Paulo

Casa1 é uma referência de acolhimento a pessoas LGBTQIA+ na capital paulista

A Casa 1 se tornou uma referência para todo o movimento LGBTQIA+. Localizado no Centro de São Paulo, o espaço é um centro de acolhida para LGBTQIA+s que foram expulsos de casa ou estão em vulnerabilidade social. Por outro lado, a ONG procura incentivar e apoiar a cultura lésbica, gay, bissexual, trans, queer, intersexo, assexual e todas as formas de expressão da sexualidade e do gênero.

Apoie a Casa 1 na benfeitoria.

 

 

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Uma publicação compartilhada por Casa 1 (@casa1)

O apoio às populações LGBT não deve ser somente os meses de Orgulho ou nos dias específicos para cada expressão da sexualidade ou do gênero. As doações são cruciais para o fortalecimento desses movimentos, mas é importante agir politicamente, protestar por direitos, militar contra a LGBTfobia e eleger candidatos afins com as pautas da população LGBTQIA+.

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Fotos: Destaques: © Getty Images Fotos 1 e 2: © Getty Images Fotos 3, 4 e 5: Reprodução/Instagram


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