Diversidade

Livro LGBT para crianças debate diversidade de forma lúdica

Redação Hypeness - 22/06/2021 | Atualizada em - 23/06/2021

Encorajar o amor pela leitura desde a infância é, sem dúvida, um dos maiores presentes que você pode dar ao seu filho. A leitura desperta a imaginação, estimula a empatia e ajuda as crianças a entender o mundo ao seu redor de forma lúdica. Mas o que acontece quando o mundo que elas veem nos livros não representa a diversidade que elas vivem ou como se sentem?

Livro LGBT para crianças debate diversidade de forma lúdica

Livro LGBT para crianças debate diversidade de forma lúdica

Cultivar a autoaceitação, ter orgulho de quem você é e tratar com respeito todos os tipos de identidades de gênero é algo que precisa e deve fazer parte da educação desde a primeira infância.

A ausência de diálogo sobre essas questões cria tensões, ansiedades e incertezas, gerando um aumento na baixa auto estima e pode até mesmo levar a criança a desenvolver um quadro de depressão.

Por isso, ter em casa livros cujos personagens as ajudem a vencer esses obstáculos é uma boa estratégia para superarem tais dificuldades. Pensando nisso, os livros “É assim que eu sou!” e “O gato ratudo e o rato gatudo”, lançamentos recentes da Saíra Editorial, abordam de maneira lúdica temas fundamentais que mostram a crianças o processo de autoaceitação.

Ao mesmo tempo, sinalizam para os pais como é valioso promover habilidades de vida emocionais e sociais e ensinar aos filhos desde cedo a importância do autovalor, independentemente do que o outro acha.

Em um cenário cada vez mais tecnológico, é imprescindível expor e tratar de maneira humanizada temas que ajudarão a transformar crianças em adultos mais seguros e autossuficientes.

A abordagem lúdica e a linguagem adaptada para o público infantil suavizam a complexidade dos temas e os personagens transmitem naturalidade ao viver tais questões, mostrando aos leitores que é possível passar por esses problemas sem grandes danos.

Na história do gato que queria ser rato e do rato que se via como gato, existe uma metáfora que representa a realidade de muitas pessoas, e algumas ainda crianças, que não se sentem à vontade com o próprio corpo, trazendo à luz a transgeneridade na infância.

Livros que abraçam a diversidade

É assim que eu sou!

A única semelhança que existe entre as pessoas é que todas são diferentes umas das outras. A única coincidência é que as pessoas só são iguais na diferença, e é isso o que torna o mundo mais diverso, colorido, encantador, divertido e enriquecedor.

O gato ratudo e o rato gatudo

“Eu nasci assim, mas me sinto assado.” Quando foi que instituíram que, para ser de um jeito, a gente precisa ter isso e não aquilo, enquanto, para ser de outro jeito, a gente precisa ter aquilo e não isso? Por aí, em todos os lugares deste mundo, há muitas pessoas que não se reconhecem no espelho. Agora, imagine um gato que não se sente como um gato e um rato que não se aceita como um rato. É como nascer num corpo sentindo-se pertencer a outro. É no que a historinha ritmada deste livro nos faz pensar.

Deferentes arranjos familiares

Um dos temas propostos pelos autores da Saíra para serem narrados para o olhar infantil é o da homoafetividade; em especial, a existência de famílias baseadas em casais homossexuais, algo associado à vida e à formação de algumas crianças. Representando essas famílias, a Saíra lançou dois livros sobre o tema: “Minha família é uma festa”, de Fernando Baptista, e “Mãe não é só uma, eu tenho duas!”, de Nanda Mateus e Raphaela Comisso.

 

Esses livros levam uma multiplicidade de lições sobre famílias homoafetivas para diversos públicos. Primeiramente, mostram aos filhos de famílias como essas que eles não estão sozinhos. Mas também levam as crianças de famílias heteronormativas, e mesmo seus pais, a perceberem que famílias homoafetivas são suas iguais e também podem garantir um espaço saudável e amoroso para seus filhos.

Quem dá o exemplo é o autor de “Minha família é uma festa”, Fernando Baptista. Além de escritor, ele é sexólogo e terapeuta de casais. Sua preocupação com a história foi exatamente trabalhar os efeitos cognitivos e sociais da representação.

No livro conta-se a história de Pedrinho, um menino de 4 anos adotado pelo casal Bruno e Henrique. A narrativa transcorre em uma festa de criança em que Pedrinho pode apresentar seus pais para seus coleguinhas e para os familiares deles.

“Além de inaugurar o diálogo com a criança, o livro também é um instrumento de intervenção terapêutica para uma boa constituição emocional/psicológica de filhos de casais homoafetivos. Dou cursos sobre sexualidade e muitos profissionais da área de saúde mental se queixam da falta de material para trabalhar essas questões no consultório. Daí surgiu a ideia de documentar a história de Pedrinho”, relata Fernando Baptista.

Livros como o de Baptista e também o de Nanda Mateus e Raphaela Comisso surgem para reconhecer a importância educativa da representatividade.

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Fotos: Getty Images

Ilustrações: Saíra Editorial


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