Tecnologia

Primeiro leilão de arte em NFT 100% brasileiro que acontece entre 5 a 20 de junho

Redação Hypeness - 01/06/2021 | Atualizada em - 04/06/2021

A esta altura você provavelmente já ouviu falar nos tokens não fungíveis ou NFT (sigla para “non-fungible token”). É como um certificado virtual que garante a originalidade de uma obra online – e que vem abrindo portas no mundo da arte para pinturas, fotos, memes, virais e todo tipo de imagem consumida digitalmente.

Realidade nos maiores mercados do mundo contemporâneo, movimentando bilhões de dólares, o leilão de produtos e artes digitais NFT ganha sua primeira edição no Brasil.

Obra de Bel Borba vai a leilão como NFT, token não fungível

Por meio da plataforma da startup baiana InspireIP, estará à venda, de 5 a 20 de junho, o quadro “Fronteira Físico/Digital”, do artista plástico baiano Bel Borba.

Bel Borba é conhecido nacionalmente e internacionalmente por seus quadros em óleo sobre tela e aerografia de cores vibrantes, além de esculturas e painéis em mosaicos que ilustram vias públicas da capital Salvador. No exterior, ele já produziu intervenções artísticas na Times Square, em Nova York, nos EUA.

Para alcançar o maior número de compradores, a obra será fracionada e leiloada em 100 partes iguais, tanto fisicamente quanto no ambiente virtual. Para participar do primeiro leilão de arte em NFT 100% brasileiro, os interessados devem realizar um breve cadastro no site oficial.

Bel Borba

No leilão brasileiro, o lance mínimo é de US$ 600 (cerca de R$ 3.200) por peça, e o vencedor receberá dois exemplares: o pedaço digital em uma carteira de criptomoedas e o material, contendo um QR code, que será enviado para o endereço do comprador (no Brasil ou no exterior).

Cada NFT tem uma assinatura virtual em blockchain, como se fosse um livro de registros virtual, que pode ser consultada para exibir a quem ele pertence, por exemplo. Colecionadores e investidores estão entre os grandes interessados nesse mercado.

A InspireIP fez uma parceria com a Nordeste Leilões para o trabalho no mercado de arte. Já que para um leilão acontecer no Brasil é necessário um leiloeiro ou casa leiloeira oficial.

“Temos uma obra física ‘Fronteira Físico/Digital’ que será dramaticamente e performaticamente fracionada usando a tecnologia NFT para certificar cada pedaço. Cada um que tiver uma parte da obra será sócio de um todo, algo virtual e físico, uma peça numerada, um fragmento; com uma poderosa tecnologia de certificação, inviolável”, explica Bel.

“Ela foi pintada cerca de 30 dias, sem pressa, mas sensível ao que eu estou fazendo parte. Essa tela sugere uma colcha de retalhos porque eu já estava sugestionado para cortar, sabendo que ela será digital. É muito simbólico saber que você vai a destruir, no bom sentindo, e não deletando, mas fracionando. Arte é compartilhamento!”, destaca o artista.

Os lances poderão ser feitos em reais ou criptomoedas da plataforma Ethereum, para quantas unidades o comprador quiser. É possível acompanhar em tempo real se o lance já foi superado por outra pessoa. Os vencedores vão receber os NFTs na moeda digital, pela carteira virtual MetaMask.

NFT é um item virtual único, que não pode ser substituído, destruído ou copiado e tem autenticidade comprovada através de informações registradas na blockchain – a mesma tecnologia usada em criptomoedas como Bitcoin e Ethereum.

Trata-se de uma espécie de resposta cultural para criar escassez na internet, valorizando produtos produzidos em ambiente digital, que podem ser desde um simples desenho a uma foto, uma música, áudios, vídeos, dentre outros itens, que criptografados e certificados entram para a “galeria da fama” do mundo digital. A tecnologia que está chegando com toda a força no mundo da arte alcança também o campo da negociação de trading cards virtuais das ligas americanas de basquete (NBA) e futebol americano (NFL) e o meio de games eletrônicos.

“Neste contexto, os NFTs são basicamente colecionáveis digitais. Sua proposta de valor é que eles são digitalmente únicos, existindo em uma blockchain (como o Ethereum) e enquanto qualquer pessoa pode copiar e baixar clipes de vídeo ou arquivos de imagem, um NFT tem um registro dizendo que tem apenas um proprietário”, explica Caroline Nunes, CEO da InspireIP, advogada e mestre em Propriedade Intelectual pela University of Southern California, EUA.
Caroline Nunes, CEO da InspireIP

Caroline Nunes, CEO da InspireIP

A tecnologia desenvolvida pela InspireIP possibilita a transformação de produtos digitais em NFT, permitindo que ele seja transferido ou vendido em um marketplace próprio ou em outros marketplaces existentes.

“Cada vez mais os brasileiros vão assimilar a ideia de ganhos com este tipo de mercado, lançar seus próprios produtos ou mesmo adquirir as ‘obras de arte digitais’ em leilões abertos livremente na internet. O potencial financeiro deste mercado é altíssimo e não deve ser desperdiçado. Temos artistas incríveis no universo físico e no digital, e temos que explorar os dois universos da mesma forma”, avalia Carolina.

Ainda novidade que desponta no mercado digital brasileiro, as movimentações de NTF já contemplam altas cifras em outros países, com potencial financeiro em bilhões de dólares. A obra mais valiosa, “Everydays — The First 5000 Days”, do artista digital Mike Winkelmann, mais conhecido por seu pseudônimo Beeple, foi vendida este ano por 69 milhões de dólares. Já o presidente do Twitter, Jack Dorsey, vendeu seu primeiro tuíte por US$ 2,9 milhões.

“A nova investida da plataforma InspireIP mira exatamente esse novo mercado baseado na raridade digital. Essa é uma realidade irreversível e que a sociedade brasileira estará inserida assim como os mercados europeu, americano e asiático”, completa a CEO da InspireIP.

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Fotos: Divulgação


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