Inspiração

Amizade é ponto de partida para maioria dos casais, aponta estudo

Vitor Paiva - 22/07/2021 | Atualizada em - 23/07/2021

Não existe fórmula ou segredo para encontrar o amor, mas um novo estudo sugere que o caminho mais comum para se começar um relacionamento amoroso na maior parte dos casos está mais perto do que se pensa. Segundo estudo recente, mais de dois terços dos relacionamentos tiveram início a partir de uma amizade, que aos poucos foi se tornando em paixão e, assim, em namoro ou mesmo casamento: dos relacionamentos estudados, 68% se formaram entre pessoas que antes se consideravam amigos somente.

casal de namorados

Segundo o estudo, a grande amizade costuma se transformar no grande amor

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O estudo foi realizado pela professora de psicologia Danu Anthony Stinson, da Universidade de Victoria, junto de Jessica Cameron e Lisa Hoplock, da Universidade de Manitoba, ambas no Canadá, e publicado na revista científica Social Psychological and Personality Science, a partir de dados de 1.897 adultos e universitários do país. Segundo o levantamento, o resultado de casais que começaram como amigos é ainda maior entre jovens de 20 e poucos anos e na população LGBTQIA+, chegando a 85% dos casos relatados.

Casal dançando

A pesquisa foi realizada por pesquisadoras de universidades canadenses

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E mais: para metade dos universitários, a amizade é mesmo o melhor meio para se iniciar um relacionamento amoroso. Entre essa faixa, as amizades vinham há um ou dois anos antes de se transformarem, mesmo que a maioria das pessoas envolvidas no estudo tenham afirmado que não sentiam atração nem tinham intenções românticas quando do início da afeição – curiosamente o tema é especialmente pouco estudado: segundo a pesquisa, somente 8% dos levantamentos anteriores se debruçavam sobre amizades que se transformaram em amor romântico.

casal se beijando

O índice é ainda mais alto, na casa dos 85% dos casos estudados, entre casais LGBTQIA+

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“Há mais do que um único caminho para o romance, mas a ciência dos relacionamentos não reflete essa realidade”, afirma texto de divulgação do estudo, intitulado  The Friends-to-Lovers Pathway to Romance: Prevalent, Preferred, and Overlooked by Science (O caminho do romance da amizade para o amor: prevalente, preferido e negligenciado pela ciência, em tradução livre). “Acho que isso nos força a repensar nossas suposições sobre o que faz uma boa amizade, mas também o que faz um bom relacionamento romântico”, diz Stinson. A pesquisa não apresentou grandes variações entre gênero, etnia, escolaridade ou outras classificações.

Casal rindo

75% das pesquisas anteriores focavam somente em casais que não se conheciam antes do relacionamento

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© fotos: Getty Images


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é mestre e doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Publica artigos, ensaios e reportagens, é autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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