Tecnologia

Entenda o sistema que espionou ativistas e jornalistas; portal apontou interesse do governo brasileiro

Redação Hypeness - 19/07/2021

Você já ouviu falar do Pegasus? Esse software de espionagem e inteligência se tornou alvo de uma polêmica após o UOL apontar que o filho do presidente da República, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), estava interessado em comprar o programa de inteligência e interferiu em negociações do Gabinete de Segurança Institucional em favor da tecnologia.

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Desenvolvido pela empresa NSO, uma empresa de inteligência militar israelense, o Pegasus figura como um dos mais perigosos ataques à privacidade de ativistas do mundo. Segundo um relatório publicado pela ONG  ONG Forbidden Stories em parceria com a Anistia Internacional, o software está no centro de um escândalo que envolve a espionagem de centenas de ativistas e jornalistas.

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Segundo o documento, o Pegasus é um vírus que infecta dispositivos Android e iPhone e é capaz de ler mensagens, abrir câmera e microfone e acessar, à distância, os dados internos do usuário sem que ele saiba que está infectado.

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Basicamente, trata-se de um vírus para espionagem. O report da Anistia mostra que 50 mil pessoas foram alvo de espionagem pelo software. A lista mostra números de telefone de Azerbaijão, Bahrein, Hungria, Índia, Cazaquistão, México, Marrocos, Ruanda e Arábia Saudita . Nessa lista, onde não há ditadura, há um potencial ditador no poder – caso de Hungria e Índia. No México, o uso pode estar relacionado com o narcotráfico.

Além disso, há cerca de 210 jornalistas no alvo das espionagens. Eles fazem parte de veículos como New York Times, Al Jazeera, CNN, entre outras publicações. Segundo o report, alguns deles não caíram no vírus, mas outros caíram.

Na lista foram encontradas duas mulheres próximas a Jamal Khashoggi, jornalista assassinado pelo governo saudita na Turquia e o jornalista mexicano Cecilio Pineda Birto, morto por cartéis no México.

A ideia de espionar jornalistas é uma medida clara contra a liberdade de imprensa e, no Brasil, iria de frente contra o sigilo de fonte, garantido constitucionalmente na Constituição Federal.

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E esse é o problema do Pegasus no Brasil. Segundo o UOL, em maio, houve um conflito no seio do governo federal: o vereador carioca Carlos Bolsonaro desejava contratar o serviço e intermediou negociações entre o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a empresa NSO. Segundo as fontes do portal, isso teria gerado um desconforto nos militares que comandam o GSI. O vereador carioca nega que tenha participado de negociações com os israelenses.

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Fotos: © Getty Images


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