Diversidade

Fátima Bezerra, governadora do RN, fala sobre ser lésbica: ‘Nunca existiram armários’

Gabryella Garcia - 08/07/2021 | Atualizada em - 12/07/2021

Nordestina, professora, lésbica, negra e única mulher a governar um estado brasileiro atualmente, Fátima Bezerra (PT-RN) ganhou destaque nas páginas dos principais jornais do país na última semana por um fato que deveria ser considerado normal e natural: ser uma mulher lésbica. A governadora do Rio Grande do Norte afirmou em suas redes sociais que em sua “vida pública ou privada nunca existiram armários”. A declaração foi dada após o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), ter se assumido gay no programa “Conversa com Bial” que foi exibido na madrugada da última sexta-feira (2).

Os comentários acerca de Fátima começaram depois que o ex-deputado Jean Wyllys questionou em suas redes sociais o fato do alarde feito em torno do nome de Eduardo Leite, enquanto Fátima já era uma chefa de um Executivo estadual assumidamente LGBTQIA+ há tempos.

“Que destaque foi dado por essa mesma imprensa ao fato de Fátima Bezerra, governadora do RN e aliada desde sempre da comunidade LGBTQ, ser lésbica? Nenhum. Mas decidem fazer uma festa com o outing tardio do governador, feito sob medida num programa da TV Globo”, afirmou via twitter.

Logo em seguida, após elogiar a postura e coragem de Eduardo Leite, Fátima fez uma série de comentários para relembrar sua trajetória como política, mulher, negra e lésbica. Ela, inclusive, é a primeira governador(a) assumidamente LGBTQIA+.

Fátima Bezerra

Fátima exerceu mandatos de deputada estadual, federal e senadora antes de se tornar governadora

Tendo ocupado a cadeira de deputada estadual por dois mandatos, a de deputada federal por três e a de senadora por um, antes de se eleger governadora, ela também se colocou como uma representante das minorias. Ainda afirmou ter orgulho de sempre ter sido uma representante dessa luta e colocado seus mandatos à disposição das lutas civilizatórias.

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“Tenho orgulho de sempre ter representado essa luta e consciência de que, mais do que nossa condição humana, importa à sociedade as nossas ações para transformar o mundo em um lugar melhor para viver com justiça, dignidade, e direitos iguais para todas e todos”, finalizou a governadora.

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Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados


Gabryella Garcia
Gabryella Garcia é paulista, mulher trans, transfeminista e jornalista pela Unesp. Começou a carreira escrevendo horóscopos para o João Bidu e agora foca em escrever sobre direitos humanos e recortes de gênero. Já passou por veículos de São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e também colaborou para veículos como Ponte Jornalismo, Congresso em Foco e Elle Brasil. Atualmente, além de produzir o podcast "Prosa", para o Hypeness, também colabora com o UOL. Além disso atua como voluntário no Projeto Transpor, um projeto que oferece consultoria profissional gratuita para pessoas transgêneros com montagem de um currículo assertivo, Linkedin e simulação de entrevistas de emprego.

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