Arte

James Franco vai pagar R$ 11 milhões para acabar com processo de exploração sexual

Karol Gomes - 01/07/2021 | Atualizada em - 08/07/2021

Quanto custa uma sentença de exploração sexual? James Franco vai pagar US$ 2,2 milhões (cerca de R$ 11 milhões) para firmar acordo que coloque fim em uma ação coletiva no qual é acusado de explorar sexualmente alunas da escola de cinema do ator norte-americano em 2014. 

De acordo com informações do The Hollywood Reporter, as atrizes Sarah Tither-Kaplan e Toni Gaal afirmam ter frequentado a escola de cinema de Franco em 2014 e relatam que o ator e outros dois homens associados à produtora e à escola praticam assédio e outros crimes sexuais, além de fraude nas finanças da instituição. As ex-alunas contam que eram forçadas a gravar cenas de sexo explítico. 

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Ator aguarda decisão do juiz responsável pelo caso

As denúncias dão conta de que estudantes pagaram cerca de de R$ 3 mil para frequentarem aulas sobre sexo na escola de cinema. Elas tinham que fazer testes nuas ou quase sem roupas, diz o texto do processo.

Acordo milionário 

O processo foi aberto em uma corte de Los Angeles e ainda precisará ser aprovado por um juiz para que seja concluído.  Se isso acontecer, Tither-Kaplan, Gaal e os outros alunos terão que abrir mão das acusações e publicar um pedido de desculpas a James Franco. O acordo prevê ainda que as denunciantes abram mão das acusações de fraude feitas contra Franco. Eles devem publicar o comunicado abaixo:

“Enquanto os réus continuam a negar as alegações na ação, eles reconhecem que os requerentes levantaram questões importantes; e todas as partes acreditam fortemente que agora é uma hora crítica para focar na abordagem a maus tratos a mulheres em Hollywood. Todos concordam na necessidade de certificar que ninguém na indústria do entretenimento — independente de raça, religião, deficiência, etnia, passado, gênero ou orientação sexual — enfrente discriminação, assédio ou preconceito de qualquer tipo”.

James Franco negou os abusos por meio de seu advogado, Michael Plonsker, que criticou o processo. 

“James não apenas se defenderá totalmente, mas também buscará indenização das autoras e dos seus advogados por entrarem com esse processo difamatório por publicidade”, finalizou.

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Foto: Getty Images


Karol Gomes
Karol Gomes é jornalista e pós-graduada em Cinema e Linguagem Audiovisual. Há cinco anos, escreve sobre e para mulheres com um recorte racial, tendo passado por veículos como MdeMulher, Modefica, Finanças Femininas e Think Olga. Hoje, dirige o projeto jornalístico Entreviste um Negro e a agência Mandê, apoiando veículos de comunicação e empresas que querem se comunicar de maneira inclusiva.

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