Fotografia

Januário Garcia, morto vítima da Covid, fotografou história do movimento negro no Brasil

Redação Hypeness - 08/07/2021 | Atualizada em - 12/07/2021

O fotógrafo Januário Garcia, responsável pelos registros que estampam capas de alguns dos álbuns mais interessantes da MPB dos anos 70 e 80, morreu vítima da Covid-19. Aos 77 anos, o artista figurava com destaque ainda na produção de imagens da história do movimento negro no Brasil.

Januário Garcia por Fernando Pires

Responsável por documentar importantes reuniões de ativistas do movimento negro nos anos 1970, ele assina a autoria das fotos que ilustram capas de Tom Jobim, Caetano Veloso, Chico Buarque, Belchior, Tom Jobim, Fafá de Belém, Leci Brandão, Raul Seixas e Edu Lobo.


Ao longo de sua carreia como fotógrafo, Januário documentou a vida sociopolítico-econômica de pessoas negras no Brasil produzindo um acervo com mais de 100 mil fotos.

“As imagens retratam a luta diária do negro para conseguir se inserir nessa sociedade, seu cotidiano, sua cultura, a alegria durante o carnaval entre tantos outros momentos. São registros que nos permitem adentrar suas casas e transitar pela história de lutas e conquistas do movimento negro no Brasil. Através destas imagens é possível serem encontradas, ainda nos dias de hoje, marcas e reflexos de um passado não superado”, descreve o site oficial do artista.

Ele acompanhou momentos emblemáticos junto com a filósofa Lélia Gonzalez, a historiadora Maria Beatriz Nascimento, entre outros intelectuais negros de destaque na década de 1970. Na época, o grupo foi responsável pela fundação, estudos e discussões sobre racismo do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras.

Como fotojornalista, atuou nos jornais O Globo, Jornal do Brasil, O Dia, A Tribuna, e revistas como Manchete, Fatos & Fotos e Revista da Unesco, todos baseados no Rio de Janeiro.

A cantora, sambista e deputada estadual por São Paulo, Leci Brandão, que também teve capa fotografada por Januário, lamentou a morte.

Em 2019, as imagens produzidas por Januário retratando trajetória do negro brasileiro e da sua presença como construtor da sociedade brasileira ganharam espaço na exposição fotográfica “Herança Viva”. Realizada em parceria com a Fundação Cultural Palmares, que à época preservava a memória negra, a mostra foi apresentada no Sesc Presidente Dutra, em Brasília.

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