Diversidade

Modelo trans é agredida por chefe em live para denunciar transfobia do patrão

Redação Hypeness - 21/07/2021

A modelo Jeniffer de Oliveira Pereira, 25, conseguiu registrar em transmissão ao vivo no Instagram, o comportamento transfóbico de seu chefe, o empresário Helio Job Neto. Dono da loja Fendior, de São Paulo, o homem foi filmado agredindo a funcionária que o acusa de maus-tratos. 

Jeniffer iniciou uma live na rede social para expor a transfobia do chefe, que segundo ela a chamava de “traveco”. Em determinado ponto, o homem invade a transmissão e começa a agredi-la diante da câmera.

“No começo, ele se mostrou bacana, mas com o tempo passou a fazer comentários do tipo: ‘E aí, traveco? Hoje você está parecendo mais mulher, né?’. Respondi que não queria ser humilhada daquela forma e pedi para ele parar”, disse Jeniffer, em entrevista ao Universa

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Nem Job nem sua loja, a Fendior, se pronunciaram sobre o caso

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A modelo relatou conhecer Job há 10 anos, quando ainda não havia iniciado sua transição de gênero. A oportunidade na loja, segundo ela, surgiu pois o empresário queria ter uma equipe de funcionárias mais diversa, considerando que a marca Fendior é conhecida, principalmente, pelo público LGBTQIA+.

Segundo Jennifer, os comentários preconceituosos do patrão eram constantes, mas ela não havia denunciado ou reclamado porque precisava do emprego. A gota d’água, contudo, aconteceu no domingo (18), quando Job mandou Jeniffer se calar na frente de um cliente.

Ela, então, decidiu pedir demissão, mas foi surpreendida pela resistência do dono da loja, que iniciou uma discussão presenciada pela gerente e pelo pai de Hélio, que também estava no local e aparece no vídeo, de camisa estampada, gritando com Jeniffer. 

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A segunda violência vivida por Jeniffer parte da polícia militar. No 78º DP, nos Jardins, Job prestou depoimento de uma hora, enquanto a vítima não foi ouvida. “O delegado disse que já tinha usado o que eu havia contado para os policiais que atenderam a ocorrência na loja, me mandou ir trabalhar e procurar uma advogada. Ainda me chamou pelo meu nome de batismo, sendo que meus documentos já são retificados. Fui então fazer o exame de corpo de delito e, depois, para casa”, relatou Jeniffer ao Universa.

Na versão de Job, o desentendimento com Jeniffer começou porque ele a demitiu e ela não teria aceitado a decisão. O boletim não cita o crime de transfobia. Já a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse, em nota enviada ao Universa, que todos os envolvidos foram ouvidos na delegacia. O órgão justificou ainda que o caso não foi catalogado como transfobia, pois não foi citado qualquer elemento que indicasse este tipo de preconceito.

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Fotos: Reprodução/Instagram


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