Sustentabilidade

O prédio dominado pelas maritacas em plena selva de pedras

Gabriela Rassy - 21/07/2021

Teve um tempo em que trabalhava numa casinha rodeada por árvores. Era linda e os pássaros faziam a maior festa cantarolando o dia todo – o que gerava incomodo por parte de alguns colegas. Segundo eles, pássaros cantando tudo bem, mas maritacas “gritando” eram bastante inconvenientes. Pois bem, para a sorte deles a empresa mudou de casa e com ela se foram as algazarras dos pássaros. Mas, ao que parece, tem um lugar onde as maritacas se sentem ainda mais em casa.

Um prédio em São Paulo recebe um curioso fenômeno relacionado a essas conversadeiras aves. Localizado no no Tatuapé, bairro da Zona Leste de São Paulo, o edifício em questão convive com um imenso grupo de maritacas há mais de 20 anos.

Animadíssimas, elas ocupam a fachada do prédio e de lá fazem sua festa de pelo menos 1 hora no começo da manhã e no fim da tarde. Para os moradores, a companhia delas já foi incorporada na rotina e é até motivo de piada – além da frequente presença da imprensa que já até apelidou de “prédio das maritacas”.

Especialistas dividem opiniões sobre o fenômeno. Alguns biólogos acreditam que tanto as aves da espécie periquitão-maracanã (Psittacara leucophthalmus) quanto todas as outras da cidade não encontram áreas verdes suficientes e teriam encontrado ali um ponto para repousar.

Já outros especialistas entendem que o barro presente da edificação faz parte da dieta desta tagarela espécie, o que é chamado de geofagia. A prática de comer substâncias terrestres é atribuída frequentemente a uma intenção de melhorar uma nutrição deficiente em minerais.

No caso das maritacas, a geofagia auxilia na redução de compostos tóxicos das plantas que ingerem, além de fornecer nutrientes como sais minerais.

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Reprodução/Instagram


Gabriela Rassy
Jornalista enraizada na cultura, caçadora de arte e badalação nas capitais ensolaradas desse Brasil, entusiasta da cena musical noturna e fervida por natureza.

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