Inovação

Pesquisadores de Harvard e Massachusetts desenvolvem máscara que pode detectar Covid-19

Gabryella Garcia - 05/07/2021 | Atualizada em - 08/07/2021

Pesquisadores da Massachusetts Institute of Technology (MIT) e da Universidade de Harvard desenvolveram uma máscara que é capaz de detectar a infecção por Covid-19 em apenas 90 minutos. A máscara utiliza uma tecnologia onde através da respiração da pessoa, ou seja, o ar exalado pelos pulmões, um biossensor consegue detectar diversos tipos de vírus ou toxinas, entre eles, o SARS-CoV-2. As informações sobre a máscara foram divulgadas na revista Nature Biotechnology e são de grande ajuda, enquanto não avançamos na aplicação de vacinas.

O sensor já vem sendo desenvolvido há vários anos e, utilizando uma tecnologia chamada de wFDCF, consegue detectar diferentes moléculas orgânicas, e não apenas células vivas. Ele é ativado por meio de um botão e as taxas de acerto equivalem às de testes de diagnóstico baseados em ácido nucleico padrão, como reações em cadeia de polimerase.

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Essa mesma tecnologia wFDCF já foi utilizada anteriormente para criar ferramentas experimentais para detectar os vírus Ebola e Zika. Com o avanço da pandemia do coronavírus em todo o mundo desde o ano passado, os pesquisadores passaram a concentrar seus esforços para desenvolver uma tecnologia eficaz no combate a Covid-19.

Tecnologia que já foi utilizada para detectar vírus Zika e Ebola pode detectar Covid-19 em apenas 90 minutos

Funcionamento da máscara

Apertando o botão, vários biossensores da máscara são ativados e liberam um pequeno reservatório de água. A água então hidrata as moléculas previamente secas por congelamento no sensor, o que ajuda a analisar as gotículas da respiração do usuário.

Em apenas 90 minutos, uma pequena tira de papel presa à máscara registrará se o usuário contraiu Covid-19.

Nina Donghia, co-autora do estudo, afirma que além da máscara, a tecnologia também pode ser utilizada, por exemplo, em aventais de laboratório para cientistas que trabalham com materiais perigosos ou patógenos, por médicos e enfermeiros e até mesmo por militares que podem ser expostos a patógenos perigosos ou toxinas.

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Agora, o grupo de pesquisadores está em busca de fabricantes comerciais que possam produzir a máscara em larga escala para que se torne uma ferramenta de combate, sobretudo, contra as novas variantes do vírus.

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Foto: Divulgação/Felice Frankel/MIT News Office


Gabryella Garcia
Gabryella Garcia é paulista, mulher trans, transfeminista e jornalista pela Unesp. Começou a carreira escrevendo horóscopos para o João Bidu e agora foca em escrever sobre direitos humanos e recortes de gênero. Já passou por veículos de São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e também colaborou para veículos como Ponte Jornalismo, Congresso em Foco e Elle Brasil. Atualmente, além de produzir o podcast "Prosa", para o Hypeness, também colabora com o UOL. Além disso atua como voluntário no Projeto Transpor, um projeto que oferece consultoria profissional gratuita para pessoas transgêneros com montagem de um currículo assertivo, Linkedin e simulação de entrevistas de emprego.

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