Diversidade

‘Veneno’: série faz sucesso ao narrar vida de transexual que virou estrela de TV

Patrocinado por: Orgulho LGBTQIA+
20 • 07 • 2021 às 16:01 Gabriela Rassy
Gabriela Rassy   Redatora Jornalista enraizada na cultura, caçadora de tendências, arte e conexões no Brasil e no mundo. Especializada em jornalismo cultural, já passou pela Revista Bravo! e pelo Itaú Cultural até chegar ao Catraca Livre, onde foi responsável pelo conteúdo em agenda cultural de mais de 8 capitais brasileiras por 6 anos. Roteirizou vídeo cases para Rock In Rio Academy, HSM e Quero Passagem, neste último atuando ainda como produtora e apresentadora em guias turísticos. Há quase 3 anos dá luz às tendências e narrativas culturais feministas e rompedoras de fronteiras no Hypeness. Trabalha em formatos multimídia fazendo cobertura de festivais, como SXSW, Parada do Orgulho LGBT de SP, Rock In Rio e LoollaPalooza, além de produzir roteiros, reportagens e vídeos.

Veneno“, minissérie sobre a mulher trans e ícone LGBT+ da Espanha, chegou chegando. Dividida em oito episódios, a trama que mistura realidade e ficção ganhou as redes sociais e o coração de importantes figuras da comunidade que representa.

A atriz, cantora e modelo Cristina Ortiz (1964-2016), conhecida no país europeu como “La Veneno”, fez fama nos anos 1990 depois de aparecer em uma reportagem de sua e ser convidada para participar de programas de TV bastante populares.

Criada pelo canal Atresplayer Premium e disponibilizada no Brasil pelo serviço de streaming HBO MAX, que adquiriu os direitos da produção, “Veneno” já figura nas listas das melhores séries de 2020.

Os críticos e celebridades rendem-se um após o outro ao encanto da história de Los Javi – Javier Calvo e Javier Ambrossi. Pudera! A série faz muito mais do que contar a história de Cristina, mas apresenta talentos trans que a interpretam em diferentes fases da vida.

Jedet Sánches ficou com a fase de transição, quando Cristina era uma jovem adulta. Já Daniela Santiago interpretou seu momento de descoberta e chegada ao sucesso e Isabel Torres sua fase mais velha. Destaque ainda para Paca La Piraña, melhor amiga de Veneno, que fez seu próprio papel e ganhou os olhares do público – além de um programa próprio na TV espanhola.

A minissérie é baseada na biografia “¡Digo! Ni puta ni santa. Las memorias de La Veneno“, de Valeria Vegas. A estudante de jornalismo que detalhou a vida de Cristina também aparece na trama, com um olhar mais jovem para a transexualidade, ainda com dificuldades mas caminhando depois de mulheres como La Veneno terem corrido.

É um recorte belíssimo de gerações dentro da comunidade LGBTQIA+. A lendária drag queen Ru Paul ficou sem palavras ao recomendar a série. Um simples “OMG” (Oh, meu Deus) sintetizou a opinião de muitos críticos. Vale embarcar nessa história de luta e superação.

Cristina Ortiz costumava dizer que era “renomada mundialmente” e agora não lhe falta um pingo de razão.

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