Tecnologia

Cadeira de rodas é criada com dispositivo para passear com carrinho de bebê

Gabryella Garcia - 02/08/2021 | Atualizada em - 04/08/2021

Um grupo de estudantes de ensino médio da cidade de Potomac, no estado de Maryland, nos Estados Unidos desenvolveu um dispositivo que mudou a vida de Jeremy King. Em 2017 ele descobriu um tumor cerebral que o deixou em uma cadeira de rodas e, recentemente, ao descobrir que seria pai, temeu nunca poder passear com seu bebê.

Jeremy é casado com Chelsie King, uma professora de teatro na Bullis School, local onde nasceu o projeto que mudou a vida de seu marido. O casal ficou noivo em 2017 e apenas três meses depois, descobriram o tumor que levou Jeremy para uma cirurgia de oito horas que, apesar do sucesso na retirada do tumor, o fez perder a capacidade de se equilibrar.

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Os alunos pensaram em todas necessidades de Jeremy durante o processo para que ele tivesse autonomia

Assim que descobriram a gravidez ele ficou extremamente empolgado, mas sem deixar de se preocupar com o fato de poder participar ativamente do crescimento do bebê e mais do que isso, de poder passear com seu filho. Foi nesse momento que os alunos da escola onde Chelsie dá aula entraram em cena para mudar a vida do casal.

A professora procurou um homem chamado Matt Zigler, que é o diretor do laboratório criativo da escola. De acordo com a CNN, nesse momento Chelsie pediu ao colega para desenvolver algo que os ajudasse e também pudesse ser usado nas aulas de tecnologia da escola. Imediatamente os alunos começaram a desenvolver o projeto com o anseio de poder mudar não apenas a vida de Jeremy, mas de milhares de outras pessoas.

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O nascimento do bebê estava previsto para o mês de março deste ano e, em novembro de 2020, um grupo de 10 alunos começou a trabalhar na nova invenção. Antes de efetivamente começar a construir o dispositivo, os alunos entrevistaram o casal para elaborar algo que fosse seguro, fácil de manobrar e também desse autonomia para Jeremy utilizar sozinho. Ao final do projeto, foi desenvolvido um dispositivo que permite Jeremy conectar uma pequena cadeirinha em sua cadeira de rodas, e um outro para acoplar um carrinho de bebê na cadeira de Jeremy, quando o bebê já estiver maior.

Após o sucesso da invenção, o professor Zigler também comemorou o fato de o projeto ser simples e acessível, permitindo que outras famílias também tenham acesso ao dispositivo. O custo para as adaptações é inferior a 100 dólares e também foi disponibilizado um material online para que qualquer pessoa consiga fazê-las.

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Fotos: Bullis School/Reprodução


Gabryella Garcia
Gabryella Garcia é paulista, mulher trans, transfeminista e jornalista pela Unesp. Começou a carreira escrevendo horóscopos para o João Bidu e agora foca em escrever sobre direitos humanos e recortes de gênero. Já passou por veículos de São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e também colaborou para veículos como Ponte Jornalismo, Congresso em Foco e Elle Brasil. Atualmente, além de produzir o podcast "Prosa", para o Hypeness, também colabora com o UOL. Além disso atua como voluntário no Projeto Transpor, um projeto que oferece consultoria profissional gratuita para pessoas transgêneros com montagem de um currículo assertivo, Linkedin e simulação de entrevistas de emprego.