Ciência

Esta civilização mumificava os mortos 2 mil anos antes do Egito

Redação Hypeness - 04/08/2021 | Atualizada em - 06/08/2021

Era no coração da América do Sul que viviam os chinchorros, nome da civilização mais antiga, de que se tem notícia, a mumificar seus mortos. O povo habitava uma faixa da costa do deserto do Atacama, entre o Chile e o Peru, há mais de sete mil anos. No fim de julho, a Unesco reconheceu como patrimônios mundiais da humanidade os objetos arqueológicos encontrados no local.

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Múmias chinchorras expostas no Museu Arqueológico de San Miguel de Azapa.

A região apresenta a mais antiga evidência arqueológica conhecida de mumificação artificial de corpos com cemitérios que contêm corpos mumificados artificialmente e alguns que foram preservados devido às condições ambientais”, afirmou a Unesco, em nota. 

De acordo com pesquisas científicas sobre a civilização, os chinchorros já mumificavam seus mortos dois mil anos antes da data que se sabe sobre os egípcios. Os corpos tinham seus órgãos retirados e substituídos por alimentos, couro e outros produtos agrícolas ou advindo da criação de animais. Já no lugar do cérebro, eram colocadas cinzas, argila ou terra. 

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A Universidade de Tarapacá, no Chile, que lidera o estudo das múmias chinchorras, já avaliou mais de 200 múmias. A análise dos ossos dos corpos sugere que 90% da dieta dos chinchorros era composta de frutos do mar.

A cultura chinchorro considerava suas múmias como parte do mundo dos vivos, o que explica por que deixavam os olhos e a boca abertos e usavam macas, feitas de fibra vegetal ou pele de animal, para transportá-las“, destaca a Universidade de Tarapacá.

Os sul-americanos eram especialistas em pescar, algo que possível graças a um conjunto de fenômenos naturais que permeavam a região árida. Avaliações anatômicas das múmias identificou tumores nas orelhas que permitiram chegar à conclusão de que aquelas pessoas mergulhavam em grandes profundidades. 

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Fotos: Getty Images


Redação Hypeness
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