Criatividade

Japão tem museu dedicado ao cocô com papel higiênico colorido como souvenir

Vitor Paiva - 10/08/2021

Depois do museu das torradeiras, das cadeiras, do museu dedicado ao feijão Heinz e do primeiro museu submerso do mundo, a novidade agora vem do Japão mas também de dentro de nossas entranhas – literalmente. Desde 2019 funciona em Tóquio um Museu do Cocô a fim de acabar com o tabu sobre o tema e tornar nossos detritos em um tema simpático com o slogan “a maior fofura do cocô”, e posicionar o cocô como algo “kawaii”, que é o termo utilizado na cultura do país para tudo aquilo que é colorido, bonito e juvenil: tudo que é fofinho.

Unko Museum

O Unko Museum trata o cocô como uma espécie de ícone pop © Twitter

Unko Museum

O papel higiênico é tema e souvenir no museu © Unko Museum

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Intitulado Unko Museum, a novidade nasceu como um museu pop-up na cidade de Yokohama, 2 anos atrás, mas o sucesso fez com que o Museu do Cocô japonês ganhasse um espaço fixo na capital do país. Espaços com diversos cocôs em estilo pop coloridos pela parede para fotos, partes interativas com games divertidos com o tema, uma área dita “acadêmica”, que mostra desenhos de cocôs traçados por celebridades, bem como a oportunidade de desenhar o próprio cocô – o souvenir do museu não poderia ser outro que não o papel higiênico, que também é atração no local.

Unko Museum

Parede em neon ensina como se fala “cocô” em diversos idiomas © Getty Images

Unko Museum

O local foi inaugurado em 2019 com grande sucesso © Getty Images

Unko Museum

O museu mostra a representação do cocô em diversos locais do planeta © Getty Images

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E mais: vasos sanitários tecnológicas, papéis higiênicos, espaços de fliperama, uma loja repleta de produtos exclusivos, e até mesmo um “anjo da guarda” do museu intitulado Unberto, com poderes de conectar o cocô ao espaço cósmico e trazer sorte ao, digamos assim, usuário. “No pináculo da mundialmente famosa cultura japonesa Kawaii está o cocô, uma matéria frágil que rapidamente desaparecem depois de ser levado pela descarga logo após chegar ao mundo”, diz o texto de apresentação no site do museu – que, além do local fixo em Tóquio e da pop-up em Yokohoma, tem também espaços em Xangai e Fukuoka.

Unko Museum

Os “fazedores de ‘unko'” no museu © Twitter

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O local oferece comunhão sobre vaso sanitário duplo © Getty Images

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Unberto, o mascote e anjo da guarda do museu – e do cocô © Twitter

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Os visitantes podem se sentar em diversas privadas, gritar a palavra “unko” – que quer dizer simplesmente “cocô” – em um microfone e brincar com cocôs de pelúcia, entre diversas outras atrações. A existência do Museu do Cocô no Japão parece puro exotismo, mas em verdade condiz com uma efetiva e, em verdade, saudável tradição: as privadas japonesas são uma verdadeira atração turística para quem viaja ao país. Computadorizadas, as privadas oferecem tipos variados de jatos, tampas aquecidas e com sensores que reconhecem movimentos, a fim de tornar não só mais divertido, mas também mais confortável esse momento tão importante – digno de ter um próprio museu.

Unko Museum

O cocô estilizado está em toda parte no Unko Museum © Getty Images

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Os doces na lojinha também seguem o tema © Getty Images

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O papel higiênico é vendido na lojinha do museu © Twitter

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© fotos: créditos


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores, publica artigos, ensaios e reportagens.