Debate

Monja Coen: “vida religiosa e álcool não se opõem”, diz nova embaixadora da Ambev

Redação Hypeness - 27/08/2021

Um dos principais nomes da filosofia budista no Brasil está também ligado à campanha de bebidas alcoólicas. Faz sentido? Para Monja Coen, nova “embaixadora da moderação” da Ambev, faz, sim. Em entrevista ao blog Inconsciente Coletivo, do Estadão, ela explicou a decisão de fechar acordo com a marca, que dobrou seus lucros em comparação ao ano anterior somente no período do primeiro trimestre de 2021.

“Essa visão muito restrita do que seria um monge ou uma monja é uma fantasia. Um monge, uma monja, um padre, um religioso são seres humanos como todos os outros seres humanos, só que a gente vive de acordo com regras, preceitos, fazemos votos. Uma coisa é você quebrar o voto, outra coisa é você dar uma “manchadinha” nele e depois você se purifica e volta ao ponto de equilíbrio”, disse a monja que recebeu críticas na internet após o anúncio do vínculo com a Ambev.

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“Vida religiosa e álcool não se opõem”, defende a Monja

Monja, álcool e moderação 

A mensagem do “consumo moderado” tem sido reproduzida pela Ambev há anos — com a criação, inclusive, de uma plataforma voltada para o tema. Em nota, a marca afirma que a parceria com a Monja Coen “quer estimular o consumo responsável por meio do autoconhecimento, que para nós é a chave da moderação”.

“Quando me pedem para fazer propaganda de moderação, consciência e autoconhecimento, essa é a minha linha de ativismo social: conhece a ti mesmo e transforme o mundo, sendo você a transformação”, complementa Cohen. Com mais de 2,7 milhões de seguidores no Instagram e outros de 500 mil livros vendidos, ela tem a missão de ajudar a cervejaria a falar sobre “limites e autoconhecimento”.

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Ainda de acordo com a cervejaria multimilionária, a Ambev e a Monja Coen possuem um “objetivo em comum”, que é o de “promover o equilíbrio e a moderação, tão necessários no momento atual”. 

No ano passado, as vendas de cerveja no varejo no Brasil somaram R$ 184,6 bilhões e, este ano, devem atingir R$ 198 bilhões — alta de 7,2%, segundo levantamento da consultoria Euromonitor.

A Organização Pan-Americana da Saúde aponta que o aumento no consumo do álcool está ligado à pandemia de covid-19. Cerca 35% das pessoas entre 30 e 39 anos estão tomando doses excessivas de álcool durante a quarentena, o que tornou o alcoolismo mais comum por conta do isolamento social – o que explica o aumento nos lucros da Ambev.

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Foto: Divulgação/Assessoria da Monja Coen


Redação Hypeness
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