Debate

Aluno do Mackenzie usa suástica para protestar contra vacinas e choca colegas

Redação Hypeness - 16/09/2021

Um aluno do curso de direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie utilizou uma suástica como foto de perfil durante uma aula online de Laboratório de Direito Público. O caso ocorreu na última quarta-feira (15). As informações são da coluna de Mônica Bergamo na Folha de São Paulo.

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Mais um caso envolvendo supremacismo branco dentro do Mackenzie ocorre; dessa vez, faculdade ainda não se posicionou sobre Rafael, o aluno que ostentava uma suástica em aula.

O estudante – cujo único nome identificado foi de Rafael – entrou na aula atrasado e o professor foi avisado de que havia uma pessoa com o símbolo nazista no ambiente de estudo. O professor repreendeu o aluno, que alegou que está lutando contra o ‘nazismo’ das ‘vacinas’.

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Rafael disse que “nós servidores públicos fomos obrigados a tomar vacina nessa semana”, disse o aluno, por escrito durante a chamada no Google Meets. “Estou sendo vítima do nazismo nesse exato momento. Esse é o meu protesto”, afirmou ainda.

Helcio Dallari, que ministrava a aula, criticou o aluno. “Não vou nem entrar na discussão, o porquê que você está usando isso aí, mas enfim. O símbolo da suástica não tem respaldo. Se eu tivesse reparado antes, já teria até mencionado. Não sei quem deu o alerta aí, eu agradeço. É uma questão de trocar essa imagem. Já está identificado, é aluno, mas enfim, não dá para usar esse símbolo, não”, afirmou.

O Centro Acadêmico João Mendes, entidade representativa dos alunos do Mackenzie enviou uma nota repudiando o ato. “O Centro Acadêmico João Mendes Júnior repudia veementemente toda e qualquer forma de racismo, sobretudo no curso de um período inegavelmente delicado da história nacional, com constantes ameaças democráticas e proliferação massiva de discursos de ódio, e sobretudo na semana que marca uma das datas mais importantes e sagradas para o judaísmo: o Yom Kipur”.

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Vale lembrar que a Lei nº 7.716/89 proíbe a ostentação de suásticas publicamente, com pena de dois a cinco anos e multa. O texto proíbe “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular, símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo.”

A Universidade Presbiteriana Mackenzie não se pronunciou sobre o caso até o momento e o aluno nazista não foi identificado.

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Fotos: Divulgação/Mackenzie


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