Debate

Diretor de Colégio Militar de BH é alvo de denúncia de maus-tratos, inclusive contra menores

Redação Hypeness - 17/09/2021

O coronel de cavalaria Régis Rodrigues Nunes, diretor do Colégio Militar de Belo Horizonte, está sendo alvo de denúncias de maus-tratos contra menores de idade por funcionários da própria instituição de ensino.

Em um manifesto contra o diretor da escola, os profissionais da educação acusam o coronel do Exército de “submeter crianças e adolescentes à exaustão durante treinamento para a formatura do aniversário do colégio”.

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Régis Rodrigues Nunes

Régis Rodrigues Nunes, diretor da escola e coronel do Exército Brasileiro

O documento foi redigido pelos profissionais do colégio durante as preparações para o desfile de comemoração do aniversário de 66 anos do Colégio Militar de Belo Horizonte. O evento ocorreu no último sábado (11) e contou com a participação do Ministro da Defesa, Walter Braga Netto, general da reserva do Exército Brasileiro.

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Segundo fontes internas do colégio em fala à Folha de São Paulo, o coronel contava que, caso o desfile fosse um sucesso, isso poderia pleiteá-lo à patente de general e a presença de Braga Netto facilitaria esse trâmite.

O documento afirma que os estudantes eram obrigados, durante os ensaios, a “ficar de pé o tempo todo e imóvel em boa parte do tempo, além de momentos em que a tropa desfila”.

Além disso, imagens mostram menores de idade empunhando armas descarregadas para utilização no desfile. No caso, os adolescentes carregavam espingardas ‘pau-de-fogo’, ou Mauser 98, utilizada pelo Exército Brasileiro. O ECA proíbe a entrega de armas a menores de idade.

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Em julho, o Sindsep (Sindicato dos Trabalhadores Ativos, Aposentados e Pensionistas do Serviço Público Federal em Minas Gerais) denunciou a escola por obrigar professores a frequentarem a escola durante a pandemia. Mesmo depois de um acordo que fixava que as aulas seriam em modo online, o colégio obrigava os profissionais da educação a frequentarem a instituição para atividades extracurriculares.

Ministério da Defesa, Exército e Colégio Militar de Belo Horizonte foram questionados pela imprensa sobre o ocorrido, mas não se pronunciaram.

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Fotos: Reprodução/Reprodução/Folha


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