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K4: o que se sabe sobre a droga desconhecida da ciência apreendida pela polícia no Paraná

Redação Hypeness - 23/09/2021

Agentes da Receita Federal apreenderam 1,2 kg de uma substância amarela compactada e fracionada em cinco pacotes, em Pinhais, no Paraná. Vinda da Holanda e com destino em São Paulo, a droga desconhecida seria a K4, popularmente conhecida como maconha sintética.

O composto é formado por substâncias que têm uma reação parecida, porém 100 vezes mais intensa, com a do THC, um dos princípios ativos da planta medicinal.

Após análise feita pelo Laboratório Multiusuário de Ressonância Magnética Nuclear, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a K4 foi identificada. O resultado do estudo apontou para “canabinoide sintético desconhecido”, já que a droga ainda não tem maiores fontes de investigação dentro da literatura científica.

K4: o que se sabe sobre a droga desconhecida da ciência apreendida pela polícia no Paraná

O laudo do laboratório, divulgado pela Polícia Federal para a Agência Estado, diz que “a análise exaustiva dos dados de RMN obtidos para a amostra e a comparação destes com a literatura, permitiu concluir que se trata de uma substância da classe dos canabinoides sintéticos. Além disso, os dados permitiram concluir que se trata de um novo canabinoide sintético, ainda não descrito na literatura”.

“Trata-se de droga com efeito até 100 vezes maior do que a maconha convencional, possuindo grande poder viciante e destrutivo ao organismo. Além de seu maior poder viciante, dois fatores se sobressaem. O primeiro é em razão de seu aspecto, isto é, pelo fato de a droga estar impregnada em papel há maior possibilidade de passar despercebida nas fiscalizações. O segundo é quanto ao seu consumo, que pode se dar de forma mais discreta, já que basta colocar um pedaço de K4 na boca e deixar a droga ser dissolvida pela saliva”, explicou a assessoria da Plícia Federal ao Portal G1.

A droga mais consumida nos presídios brasileiros

Podendo ser transportada na forma líquida, a K4 é borrifada em pedaços de papel e assim passa mais facilmente pela fiscalização dos agentes penitenciários. Mas com sua ampla distribuição, as apreensões têm sido cada vez mais comuns.

De acordo com informações fornecidas pela Polícia Civil ao G1, a “K4 em si não é uma droga, mas é uma forma de produção em que o entorpecente é manipulado para a forma líquida e, em sequência, a referida substância acaba impregnada em papel. A origem de sua constatação se iniciou com a maconha sintética e, atualmente, sua produção engloba todos os tipos de drogas”.

Conforme divulgado em dados da Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, as apreensões da K4 dispararam nos presídios da região de Presidente Prudente entre os anos de 2019 e 2020.

Em 2019, o local teve um total de 41 apreensões, sendo 35 com visitantes de presos e 6 em correspondências. No ano seguinte, o número pulou para mais de 500%, passando para 259 apreensões.

No início de setembro de 2021, Agentes da segurança pública da Penitenciária de Uberlândia I, no Triângulo Mineiro, apreenderam um total de 647 frações da K4. O entorpecente foi deixado na unidade prisional pelos Correios, endereçados à três detentos.

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Fotos: divulgação Polícia Federal Paraná


Redação Hypeness
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