Arte

Linn da Quebrada, Péricles, Duda Beat e 21 dicas culturais para receber a Primavera

Gabriela Rassy - 21/09/2021 | Atualizada em - 23/09/2021

A chegada da Primavera dá aquele quentinho no coração e, para acompanhar a estação, aquele mix de castanhas cultural que você já conhece e adora. Na seleção da semana, a live da Campanha “Defender a educação pública”, com apresentações de Duda Beat, Ellen Oléria, Ana Cañas e Sérgio Vaz; o Festival Psica Hack Show unindo Belém e SP; e a Mediação Minuto do Inhotim sobre obra da artista japonesa Yayoi Kusama.

Nos lançamentos musicais, destaque para Péricles com o primeiro EP do novo álbum, Céu Lilás, e as parcerias entre Bivolt e Emicida e entre Papisa e HAEMA (Portugal). Vale ainda ouvir a nova empreitada da cantora Ju Strassacapa, da Francisco El Hombre, como a persona LAZÚLI. Nos podcasts, o novo episódio de Laboratório de Mundo, do Festival CoMA, onde Linn da Quebrada reúne convidados especiais para falar sobre co-criação.

Para os amantes da cozinha tradicional, destaque literário para “Formação da culinária brasileira” e “A culinária Caipira da Paulistânia”, que desmembram histórias, receitas e saberes ancestrais da alimentação tradicional.

Vem na minha e dá o play!

#live

Campanha “Defender a educação pública”
Quinta, 23, às 19h
Grátis nas redes sociais do ANDES (YouTubeInstagram, FacebookTwitter)  
Duda Beat, Ellen Oléria, Ana Cañas e Sérgio Vaz se apresentam no lançamento da campanha “Defender a educação pública, essa é a nossa escolha para o Brasil”, promovida pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES).

Festival Psica Hack Show
22 a 24 de setembro, a partir de 19h
Transmissão ao vivo e gratuita pelo Youtube
Pela segunda semana, a Tv Psica recebe diversos shows que fazem parte de um line up inusitado, unindo Belém e São Paulo. Apresentado por Thunderbird, Leona Vingativa e Paulo Colucci, a programação traz shows online de Quebrada Queer (quinta), a roda de boi do Arraial do Pavulagem (sexta), BK (sábado) e mais.

Mediação Minuto
Quarta, dia 22, a partir das 11h
Grátis pelo perfil do Instagram @inhotim
O Mediação Minuto é uma parceria entre as equipes do Educativo e da Comunicação do Inhotim, em que os educadores e educadoras assumem as redes sociais do Instituto por um dia para dialogar com o público e mediar a obra em pauta. A obra exibida nesta edição será Narcissus Garden Inhotim (2009), da artista japonesa Yayoi Kusama, instalação criada em referência ao mito de Narciso, que se encanta pela própria imagem refletida na água. A obra reúne 750 esferas de aço inoxidável sobre um espelho d’água, no terraço do Centro de Educação e Cultura Burle Marx e, nas palavras da artista, se comporta como “um tapete cinético”, dada a ação do vento, que cria diferentes agrupamentos das esferas em meio à vegetação aquática.

#música

Bivolt e Emicida | Eu & Tu
A rapper anuncia mais um feat cheio de personalidade. Na sexta, dia 24, ela lança em uma parceria inédita com Emicida, em uma verdadeira lovesong contemporânea e cheia de romance. “Eu & Tu” chega na sequência de “Pimenta” , último single lançado por Bivolt, este em parceria com Gloria Groove. Os dois fazem parte do próximo álbum de estúdio da artista, com lançamento previsto ainda para este ano.

Pre-save “Eu & Tu”

Papisa e HAEMA (Portugal) | Fortuna
Um convite do pesquisador musical português André Gomes de unir artistas do Brasil e de Portugal para compor juntos levou Papisa (BR) e a dupla HAEMA (PT), formada por Susana Nunes e Diana Cangueiro, para a mesma estrada. O resultado é a canção e o videoclipe Fortuna, feitos a diferentes mãos entre os dois países e se desdobrando em obras complementares.

Péricles | Céu Lilás
Não, Péricles não está magoado, mas o primeiro EP do novo álbum– Céu Lilás – é um prato cheio para todos os corações partidos. A primeira parte do projeto chega com 4 faixas inéditas, com destaque para ‘Te Dei Meu Mundo’ que ganhou um videoclipe.

LAZÚLI | Me aconteci
Foi na pedra lápis-lazúli que a cantora Ju Strassacapa encontrou aquela que viria a ser a sua nova alcunha musical. Capaz de amplificar a intuição pessoal e estabelecer pontes com a espiritualidade, a energia proposta vai de encontro com o que a artista pensa para a sua carreira “solo” (em paralelo à da banda que integra, Francisco, el Hombre).

Pedro Breculê | Sabalangá
Misto da moderna MPB, com cancioneiro regional, que se soma ao frevo jazzístico e a ciranda inspirada em Lia de Itamaracá, a música inédita foi criada em em Recife e é uma parceria com o também artista e amigo de longa data Daniel Medina. Com raízes africanas universais fincadas em melodia e letra autoral, o título da música faz referência ao mocambo de Sabalangá – uma das comunidades de refúgio de escravos na mata, que compunha o político e resistente Quilombo dos Palmares.

Titá Moura e Nathalia Bellar | Encaixe
Em momentos difíceis, o melhor a se fazer é se rodear de pessoas que te amam e que te fazem se sentir bem. É nessa pegada que nasce “Encaixe” nova música que já vem acompanhada de um clipe, do artista paraibano Titá Moura em parceria com a conterrânea Nathalia Bellar. Amigos desde 2015, os dois tiveram uma identificação imediata e desde então vêm trocando shows e canções, processo que se intensificou com a chegada da pandemia.

Breno Rocha | naondi – voar pt 1
Olhar para as partes que se desgosta, compreender suas questões mal resolvidas e transformar essa angústia em arte. É a partir deste processo de solidão e mergulho interior vivido durante o momento da pandemia, que o pernambucano Breno Rocha anuncia seu projeto solo naondi, que ganha vida com o lançamento do single “voar pt 1”.

#filme

O Silêncio da Chuva
Projeto do diretor Daniel Filho, o filme inspirado no primeiro romance policial do escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza, chega aos cinemas no dia 23 de setembro. Com roteiro de Lusa Silvestre (“Estômago”, “O Roubo da Taça” e “A Glória e a Graça”), o thriller narra a saga do delegado Espinosa (Lázaro Ramos) e da investigadora Daia (Thalita Carauta) em solucionar o mistério que envolve a morte do executivo Ricardo (Guilherme Fontes), que é encontrado baleado sentado ao volante de seu carro, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro. A primeira atitude da dupla é procurar pela viúva, Bia (Cláudia Abreu). Tudo se complica quando ocorre outro assassinato e pessoas envolvidas no caso começam a sumir. O longa-metragem conta ainda com Mayana Neiva, Otávio Muller, Pedro Nercessian, Késia Estacio, Bruno Gissoni e Peter Brandão, com participação especial de Anselmo Vasconcellos, entre outros.

Meu Sangue é Vermelho
O filme, produzido pela britânica Needs Must Film sobre a realidade indígena no Brasil, acompanha o rapper Owerá, da tribo Guarani M’bya, por visitas em comunidades indígenas no Maranhão e Mato Grosso do Sul para mostrar como vêm vivendo com a desapropriação de terras, ao mesmo tempo que desenvolve sua identidade musical – bastante social, que fortalece a narrativa dessa realidade – tendo o Criolo como uma espécie de tutor. Fatos emblemáticos, como a manifestação em Brasília com cerca de 200 caixões, simbolizando as mortes indígenas, também são explorados. Outros participantes são Vincent Carelli, historiador mundialmente conhecido por estudar indígenas brasileiros, e Sonia Guajajara. O documentário ganhou 17 prêmios em festivais de cinema em todo o mundo em 2020, inclusive como melhor filme.

Estreia sexta, dia 24, no Vimeo.

Volta ao Mundo: Coreia do Sul
16 a 30 de setembro
R$ 9,90 (assinatura mensal)

O festival do Petra Belas Artes À La Carte homenageia desta vez a Coreia do Sul reunindo sete longas-metragens produzidos em décadas diversas. O destaque principal vai para “Bala Sem Rumo” (1961), de Yoo Hyun-mok, que completa 60 anos e é considerado um marco no cinema sul coreano. A programação traz ainda “O Caminho para Sampo” (1975), de Lee Man-hee, que teve roteiro adaptado do romance de Hwang Seok-young. Estão no festival também “Amora” (1985), de Lee Doo-yong; “Atrizes” (2009), de Lee Jae-yong; “Paju” (2009), de Park Chan-ok; “A Empregada” (2010), de Im Sang-soo; e “Canola” (2016), de Yoon Hong-seung.

#série

Chegamos Sozinhos em Casa – Fragmentos
Esta série documental musicada em que a Tuyo costura as narrativas das dezoito faixas que compõem os dois volumes do disco. Com lançamentos semanais, sempre às quintas-feiras, com um red carpet para um bate-papo, no canal de YouTube da banda. “A ideia da série foi muito pautada nessa questão do espetáculo, de como é que a gente consegue replicar, de alguma forma, um pouco do que sentimos quando tá ao vivo”, resume Lio.

#podcast

Laboratório de Mundo, do Festival CoMA – Consciência, Música e Arte
O programa vem reunindo diferentes pontos de vista a respeito de temáticas urgentes e, no episódio do último dia 16 de setembro, a cantora e apresentadora Linn da Quebrada trouxe o tema “co-criação” para o centro da roda de conversa. No papo com o artista e empresário Evandro Fióti, a produtora Jaque Fernandes e o youtuber Srta. Bira, falam da a co-criação como uma ferramenta comunitária, em combate às artimanhas do capitalismo.

#livro

Formação da culinária brasileira: escritos sobre a cozinha inzoneira
Por Carlos Alberto Dória

Combinando erudição e clareza, sólida pesquisa e estilo polêmico, Carlos Alberto Dória apresenta em Formação da culinária brasileira a trajetória de nossa cozinha desde os tempos coloniais até os dias de hoje. Uma surpreendente história do Brasil à mesa emerge de ensaios que propiciam, ao especialista assim como ao leigo, uma nova visão sobre os ingredientes, as técnicas culinárias e os processos sociais que levaram à criação dos hábitos alimentares e dos pratos nacionais. A edição da Fósforo dessa obra que já é um clássico do gênero, conta ainda com prefácio inédito da chef Helena Rizzo. Vale ainda ler “A culinária caipira da Paulistânia”, obra de Carlos Alberto Dória e Marcelo Corrêa Bastos que traça um panorama da cozinha caipira, fruto do encontro das culturas indígena e portuguesa.

Conatus e as conotações do deserto que há em mim
por Eduardo Ramos

“Cheguei ao limite extremo desse moedor de sanidade mental. Desenvolvi uma grave depressão, decorrente de muito estresse e ansiedade gerados por essa vida caótica, sem sentido e vivida de forma pouco natural”. É assim que o escritor brasiliense Eduardo Ramos apresenta ao leitor, nas primeiras páginas de seu livro de estreia, o sentimento que o levou a pensar em tirar a própria vida. O tema ainda é tabu na sociedade, o que torna difícil identificar sinais e oferecer ajuda a quem precisa. Ramos fala da experiência retratada no livro, onde relata um momento crucial vivido no deserto do Atacama quando esteve a um passo de tirar a própria vida. Ele é salvo por uma desconhecida que desaparece, fato que desencadeia uma busca desenfreada para encontrar a mulher misteriosa e a conexão com a própria existência.

#visuais

Moquém_Surarî: arte indígena contemporânea
MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo – Parque Ibirapuera – av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3
Até 28 de novembro de 2021
Terça a domingo, das 10h às 18h (com a última entrada às 17h30)
Entrada gratuita, com contribuição sugerida. Agendamento prévio necessário.
Com curadoria de Jaider Esbell – artista macuxi convidado da 34ª Bienal – a mostra apresenta trabalhos de 34 artistas indígenas de 18 diferentes etnias mostrando que os trabalhos indígenas são plurais e transformadores. “As obras atestam que o tempo da arte indígena contemporânea não é refém do passado. A ancestralidade é mobilizada no agora, reconfigurando posições enunciativas e relações de poder para produzir outras formas de encontro entre mundos não fundamentados nos extrativismos coloniais”, comenta Jaider.

Há coisas entre nós que não dizemos em voz alta de Bruno Passos
Galeria Kogan Amaro – Alameda Franca, 1054 – Jardim Paulista
Abertura 25 de setembro, sábado, das 11h às 17h
Visitação 25 de setembro a 30 de outubro, segunda à sexta, das 11h às 19h e aos sábados, das 11h às 15h
Entre o visível e banal do mundo e a sua assimilação através dos sentidos, está o que não pode ser traduzido em palavras. Este fluxo sútil das “entre coisas” move o trabalho realista de Bruno Passos, que utiliza de preceitos da pintura clássica, com uma leitura contemporânea, para convidar o público a sentir e estar presente. Para a mostra, serão exibidos trabalhos produzidos durante o período da pandemia da Covid-19. As esculturas foram criadas há cerca de um ano e a maioria das pinturas nasceram durante a residência do artista na FAMA Museu.

#cênicas

Pequod – Só os Bons Morrem Jovens
De 24 de setembro a 10 de outubro, sexta, sábado e domingo às 19h
Grátis e online | retirada prévia na plataforma Sympla
O espetáculo encerra uma trilogia dos irmãos Nando e Maurício, personagens que apareceram pela primeira vez no texto “Fica Frio”, encenado em 1989, e retornaram posteriormente com a peça “Tempo de Trégua”, encenada no ano 2000. Mário Bortolotto também atuou e dirigiu nas duas primeiras peças, na trilogia que levou 32 anos para se concluir. Na montagem inédita com o Grupo de Teatro Cemitério de Automóveis, Bortolotto assina o texto e direção, além da sonoplastia, e integra o elenco ao lado dos atores Nelson Peres, Fernando Castioni e Rebecca Leão.

#delivery

Trattoria Nacional
No dia 22 de setembro começa a primavera e a , localizada em Moema e comandada pelo restaurateur Marcos Piazza, lança dois pratos especiais em seu cardápio. A primeira sugestão para a estação é o Sorrentino Verde de Búfala (R$60), uma massa artesanal verde, recheada de mussarela de búfala, com molho de tomates frescos, manjericão e raspas de limão siciliano; e a outra opção é a Pizza de Aspargos (R$102), feita com molho de tomate, mozzarella, aspargos frescos, ovos estralados, raspas de limão siciliano e queijo grana padano. Os pratos ficam disponíveis até o fim da estação.
O delivery é feito via telefone ou pelo Whatsapp: 11 5052-0520 / 95495-8563

Narcose
Após o sucesso na estreia de seu e-commerce, a Narcose, cervejaria artesanal gaúcha, lança agora duas cervejas belgas: a Belgian Strong Blonde Ale, com aromas frutados típicos da levedura belga, e a Belgian Tripel, que apresenta uma complexidade ainda maior que a primeira, trazendo aromas de pão acompanhados de ésteres frutados e fenólicos da fermentação da levedura. Instalada em Capão da Canoa, no litoral norte do Rio Grande do Sul, a Narcose é tocada por uma família apaixonada por cervejas e pelo mar. As entregas são feitas em todo o país através do site oficial.

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Duda Beat por @hickduarte


Gabriela Rassy
Jornalista enraizada na cultura, caçadora de arte e badalação nas capitais ensolaradas desse Brasil, entusiasta da cena musical noturna e fervida por natureza.

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