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Racismo na Zara deixa vítima, uma delegada de polícia, estarrecida e aos prantos

20 • 09 • 2021 às 16:47
Atualizada em 22 • 09 • 2021 às 10:19
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

A delegada de polícia Ana Paula Barroso fazia um passeio no shopping Iguatemi, em Fortaleza. Ela decidiu entrar na loja da grife Zara, mas foi barrada por funcionários da loja por ‘questões de segurança’.

A delegada tinha sacolas de outra loja e um sorvete na mão. Em um primeiro momento, ela acreditava que se tratava de um problema por conta do sorvete, mas foi logo informada de que esse não era o caso e seguiu impedida de entrar na loja. A causa? Racismo. Ana Paula Barroso é negra.

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Racismo na Zara 

A delegada de polícia chamou um segurança do shopping, que chamou o chefe de segurança do shopping para acompanhá-la. O funcionário que a barrou na loja ainda tentou se justificar. “Ele foi logo dizendo que não tinha preconceito e que tinha amigos negros, gays e lésbicas”, conta a delegada Anna Claudia Nery da Silva, responsável pelo caso, ao jornal O POVO.

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Segundo a reportagem do jornal local, Ana Paula considerou declarar voz de prisão ao funcionário na hora, mas estava em choque, chorosa e consternada por ser vítima de racismo. Após o incidente, a denúncia foi feita à PC e rapidamente foi cumprido um mandado de busca e apreensão na loja, que se recusou a entregar imagens das câmeras de segurança em um primeiro momento.

Confira vídeo da Polícia Civil cumprindo o mandado de segurança na Zara:

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A Zara nega o episódio de racismo e afirma que a delegada foi abordada por estar tomando um sorvete, sem máscara, dentro da loja. A assessoria da empresa acusa a denunciante de se sentir ofendida com o funcionário. 

O Shopping Iguatemi de Fortaleza diz que cedeu imagens das câmeras de segurança e que está colaborando com as investigações da denúncia de racismo contra a Zara. 

“O Iguatemi Fortaleza não compactua com quaisquer formas de discriminação ou demonstrações de preconceito racial” e completa dizendo que “cumpre com todas as determinações dos decretos estaduais em relação a medidas sanitárias referentes à covid-19”.

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Fotos: Reprodução/Polícia Civil do Ceará


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