Sustentabilidade

Seringueiro é encontrado vivendo totalmente isolado há 25 no meio da Floresta Amazônica

Redação Hypeness - 08/09/2021

Uma clareira no meio do Complexo de Florestas Estaduais do Rio Gregório (Cferg), no Acre, é a casa de seu Gildo da Silva Conceição, de 54 anos, há 25 anos, sem energia elétrica ou água encanada. A localização fica entre as cidades de Tarauacá e Cruzeiro do Sul e, em um raio de 27 quilômetros da casa dele, tudo o que se pode entrar é mata. 

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A casa de Gildo vista de cima: isolada em um raio de 27km.

A casa de seu Gildo, que é seringueiro, foi descoberta durante uma operação da Secretaria de Meio Ambiente e das Políticas Indígenas do Acre (Semapi) em parceria com o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). A equipe sobrevoou a área de helicóptero em 2019, mas o primeiro contato com o seringueiro aconteceu recentemente. 

Embora viva afastado de tudo e de todos, Gildo costuma ir uma vez ao ano a Tarauacá para vender sua produção e comprar mantimentos. Durante a última visita, ele acabou sendo infectado pelo coronavírus e contraiu Covid-19

Para chegar até a cidade, ele caminha na mata fechada por três dias até chegar à BR-364, onde pega uma condução. O percurso total é de uma distância entre 40 e 60 quilômetros.

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Gildo recebe mantimentos de um servidores da Secretaria.

Quando a equipe da Semapi chegou até a casa do seringueiro, ele estava com sintomas da doença e, segundo o “G1”, contou aos servidores que havia ficado assim depois de ir até Tarauacá. Ele foi levado ao hospital, onde testou positivo e ficou internado por alguns dias, mas se recuperou e já está de volta a sua casa. 

Agora, o seu Gildo, que vive sozinho, sem companheirx ou filhos, está cadastrado no Instituto de Terras do Acre (Iteracre).

Lá não tem contato, estávamos em outra missão próximo da área dele, pousamos para ver como estava. Levamos algumas cestas básicas, algumas coisas porque quando ele vai na cidade que volta não tem como levar muita coisa. Se recuperou bem, quando chegamos lá estava cortando seringa“, contou Victor Melo de Lima, gestor do complexo de florestas, ao “G1”.

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Fotos: Arquivo/Ciopaer


Redação Hypeness
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