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MALTA lança plataforma para mapeamento e conexão de percussionistas latino-americanas

Redação Hypeness - 06/10/2021 | Atualizada em - 07/10/2021

A MALTA, rede criada para dar protagonismo às mulheres unidas pelo tambor na América Latina, lança plataforma para mapeamento e conexão de percussionistas. Neste ambiente online de mapeamento, a MALTA pretende fortalecer mulheres tamboreras e suas conexões. Ao todo, 14 mulheres expoentes do tambor de sete diferentes países — os latino-americanos Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru, Uruguai, além de Ruanda – integram a plataforma.

MALTA lança plataforma para mapeamento e conexão de percussionistas latino-americanas

MALTA lança plataforma para mapeamento e conexão de percussionistas latino-americanas

Criado em 2016, o projeto — que neste ano conta com patrocínio da Natura Musical e do Governo de Minas Gerais, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura — desdobra tambor em tamborera, conjugando sempre um ao lado do outro. E esse encontro é o que conduz todo o entorno dessa rede, movendo mulheres de diferentes países, línguas e culturas ao redor do tambor.

Tripé fundamental da MALTA, Chaya Vazquez, Bela Leite e Poliana Tuchia, artistas e percussionistas mineiras com profundas pesquisas ligadas ao tambor, são a tríade que pensa e produz – ao lado de Gigi Favacho – essa celebração do tambor rito, do tambor festa, do tambor cura, do tambor técnica.

Em sua primeira edição enquanto encontro, após ações diretas no Brasil, Argentina e Colômbia, o projeto põe no ar uma série conteúdos. Ao todo são nove workshops online com instrumentistas de sete países; um webinar com Kiki, ruandesa madrinha do evento; e um bate-papo que reuniu todas as tamboreras para debater mercado, inclusão e, claro, música.

Conheça a plataforma e cadastre-se: www.maltatamboreras.com

Confira a programação disponível no Youtube até 29 de outubro:

Workshops MALTA

CANTO RÍTMICO ANCESTRAL AFRICANO, com Nãnan Matos (BR)
O objetivo é desenvolver a consciência negra por meio do canto rítmico ancestral africano, possibilitando o fortalecimento das identidades negras e a sensibilização de não negros à sua compreensão. Sendo assim, a proposta será resgatar cantos selecionados pelas participantes e pela facilitadora que tenham um significado ancestral. Isso acontecerá por momentos de reflexão, pela voz e pelas manifestações artísticas das populações de matriz africana, além de exercícios técnicos de respiração e fisiologia da voz e prática de arranjos vocais junto aos exercícios de improvisos rítmicos.

TAMBORES DO CARIBE COLOMBIANO, com Jenn Del Tambó e Orito Cantora (COL)*
Esta oficina se baseia em uma série de exercícios apoiados na seguinte metodologia: Canções, onomatopeias, palavras técnicas das diferentes regiões do Caribe colombiano. Os exercícios vocais são levados ao corpo na forma de percussão corporal; Descrição dos instrumentos de percussão: tambor alegre, tambora, llamador e maracas; Aquecimento corporal, explicação da postura e das diferentes técnicas para lidar com as batidas do tambor alegre, tambora, llamador e maracas; e Execução dos ritmos nos referidos instrumentos e respectivas canções tradicionais.
* Oficina exclusiva para mulheres cis, trans e pessoas não binárias.

PERCUSSÃO AFRO-PERUANA, com Paloma Pereira (PER)
O cajón afro-peruano é um dos instrumentos mais representativos da música dos povos originários do Peru, e é considerado patrimônio cultural da nação pelo governo. É um dos símbolos da rica herança multicultural do país. Utilizando uma metodologia simples, prática e vivencial, cada participante terá acesso às histórias e aos ritmos ligados às regiões por onde passam as origens do cajón, seus conceitos, conteúdos e prática.

OFICINA VOZ TAMBOR, com Josy.Anne (BR)
A oficina estimula nos viventes a consciência do ‘corpo-voz’ e propõe-se despertar as muitas vozes que nos atravessam. Nosso corpo é nosso tambor. O canto traduz a expressividade desse corpo tambor que comunica seu reino, seu ‘EU’. Cada corpo tambor tem seu sotaque, seu timbre, sua história, sua cor.

Josy.Anne

Josy.Anne

FORMAS DE PERCUSSÃO CHILENA NO CAJÓN E NO PANDEIRO CHILENO, com Maria Paz Videla (CHI)
Neste workshop, Mari Paz revisa algumas dicas para tocar o ritmo da “cueca chilena” em um instrumento tão versátil como o cajón, que permite desenvolver desde sua célula rítmica, um padrão básico, suas variações e alguns enfeites para apimentar esse ritmo. Também serão vistos os padrões de técnica e acompanhamento do pandeiro chileno, instrumento característico do conjunto tradicional deste ritmo.

PERCUSSÃO BAIANA, com Lenynha Oliveira (BR)
Esta oficina apresenta como base os grooves de rua da cidade de Salvador da Bahia e as linguagens dos tambores utilizados na sua execução. Serão apresentadas técnicas, ritmos, exercícios, claves, dicas e intenções rítmicas, além características da percussão afro-baiana. O repertório varia entre as músicas de Salvador e de artistas consagrados da MPB. Não é necessário ter instrumento para participar. As pessoas interessadas poderão utilizar objetos como garrafão de água, balde, panela, mesa, banco, entre outros.

TAMBOR MINEIRO, com Júlia Tizumba (BR)
A oficina visa difundir a cultura afro enraizada em Minas Gerais, objetivando despertar o interesse do público pelas raízes da cultura afro-mineira e brasileira. Serão ensinados e vivenciados com os participantes os cânticos, passos de dança e ritmos (moçambique serra cima, moçambique serra abaixo, marcha grave e congo), utilizando as caixas de congado, gungas e patangomes como instrumentos de percussão.

CANDOMBE URUGUAIO, com Fernanda Bértola (URU)
Esta oficina tem o objetivo de apresentar o ritmo candombe uruguaio utilizando a voz e o corpo para explicar e experimentar as diferentes frases dos tambores.

CANTO E PERCUSSÃO DE RITMOS ARGENTINOS: BAGUALA, VIDALA Y CHACARERA, com Vivi Pozzebón (ARG)
Este workshop apresenta o contexto histórico geográfico dos três ritmos, suas formas musicais e diferenças estilísticas. A partir dos instrumentos de percussão com os quais são acompanhados, caixa bagualera e bumbo legüero, serão trabalhados a preparação da voz para o canto típico, além de Baguala, Vidala; e Chacarera.

Webinar com Odile Gakire (RWA)
Uma conversa com Odile Gakire Katese, ou Kiki, como prefere ser chamada. Criadora do grupo de percussão Ingoma Nshya e co-autora do “Livro da Vida”, Kiki compartilha sua jornada como sonhadora profissional. Ao longo de sua carreira esteve envolvida com inúmeros projetos, com o objetivo principal de trazer as vozes femininas de Ruanda para o primeiro plano. Kiki fundou o primeiro grupo profissional de mulheres num país onde elas estavam proibidas de tocar tambor.

Bate-papo: Mujeres en el Universo Percusivo
Um compartilhamento das ideias que permearam o laboratório de criação ‘MALTA – encontro de redes’, conduzido por Odile Gakire, com a participação de 13 tamboreras latino-americanas. Uma conversa sobre a construção de redes de tamboreras, sobre a criação de oportunidades para mulheres na indústria das artes e sobre os aspectos transformadores do tambor.

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Foto de destaque: Lina Mintz


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