Ciência

Vacinas de 2ª geração: como serão as ‘atualizações’ dos imunizantes contra Covid, segundo Pasternak

Redação Hypeness - 18/10/2021

Com a aceleração da vacinação e a redução da gravidade da pandemia em países de primeiro mundo, como Inglaterra e Portugal, ficou provado que os imunizantes produzidos até agora são bastante eficazes contra a Covid-19. Mas o que dizer do futuro? Quais serão as tecnologias das vacinas feitas contra o coronavírus sem emergência? E que novidades elas podem trazer para a saúde global?

Quando olhamos para a situação mundial da pandemia, os resultados não são reconfortantes: muitos países precisam de versões mais baratas e mais acessíveis de vacinas contra a Covid-19. A desigualdade vacinal é extrema no planeta.  No continente africano, menos de 3% da população estão imunizadas. Na vizinha americana Nicarágua, apenas 5% da população já receberam o imunizante. Síria, Iraque, Armênia e Afeganistão vacinaram menos de 7% de suas populações até agora.

Por isso, pesquisadores estão procurando alternativas para criar um imunizante mais eficiente, mais simples de ser produzido, mais barato e mais acessível para todo o planeta.

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Novas tecnologias para vacinas contra a covid-19

A Butanvac, pesquisada pelo Instituto Butantan, trabalha nesse sentido: ao usar a tecnologia do ovo como base para o imunizante, você reduz a necessidade de gastos com Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) e usa uma tecnologia que as plantas industriais em todo o mundo podem utilizar.

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Além disso, há as vacinas “veganas” desenvolvidas pela indústria do cigarro que pretendem criar partículas pseudovirais através das folhas do tabaco selvagem. As vacinas CoVLP foram testadas no Brasil e podem ter uma adaptação fácil em diversos países por conta do seu uso baseado em plantas.

Um grupo da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, está usando criando uma nova plataforma vacinal utilizando um vírus que ataca plantas e bactérias. Os cientistas inserem proteínas do Sars-Cov-2 nesse outro vírus, que não causa nada aos seres humanos. Como o vírus base se vira bem em colônias de bactérias e em plantas, a matéria prima é acessível e um possível vazamento de laboratório não seria tão arriscado. Ao menos é o que diz Natália Pasternak, em sua coluna para o jornal “O Globo”:

– Após ser rebaixada, questionada e rejeitada, seu trabalho foi a base da vacina para Covid-19

Agora, com a emergência já resolvida pelas primeiras vacinas, temos tempo de investir em estratégias mais criativas e adaptadas a necessidades locais. Com a vantagem de que cada plataforma vacinal nova que vier a ser validada para uma doença poderá ser aproveitada para outras. Os nanocarregadores de vírus de plantas e bactérias podem ser usados para carregar pedaços de outros vírus. Estaremos mais preparados para emergências futuras. Logicamente, este preparo precisa de investimento de longo prazo em ciência e de visão estratégica. No momento, infelizmente, ao Brasil faltam as duas coisas“, explica a doutora em microbiologia.

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Fotos: Pixabay


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