Ciência

A mulher que venceu a maior luta contra a Covid-19 de que se tem notícia: 335 dias

Redação Hypeness - 04/11/2021

Era maio de 2020 quando uma mulher de cerca de 40 anos, infectada pelo Sars-Cov-2, chegou ao hospital com apresentando febre, dor de cabeça, nariz entupido e tosse como sintomas. Os resultados dos exames comprovaram o quadro de Covid-19. Um mês depois, veio a alta, mas não o PCR negativo. Até que esse resultado viesse foram precisos exatos 335 dias. 

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Esse caso foi estudado por pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (National Institutes of Health – NIH) e o resultado o foi publicado em uma plataforma científica. De acordo com os cientistas, é o mais longo encontrado no mundo quando se fala do novo coronavírus. 

Duas evidências reforçam a tese de que a paciente sofreu de uma infecção prolongada e não de uma reinfecção ao longo do tempo. A primeira delas é que uma análise do material genético do vírus tanto no começo da infecção quanto no fim eram bem parecidos.

Em segundo lugar, o tipo de vírus identificado corresponde à mutação que estava em circulação no lugar onde a mulher vive no começo de 2020 e não em 2021. 

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Os pesquisadores investigam se um tratamento de câncer anterior à infecção tenha influenciado no período prolongado da doença. Isso porque a paciente é uma mulher com diabetes do tipo 2 e que estava em remissão de um linfoma há três anos. 

Por conta disso, os médicos a avaliaram como uma paciente imunossuprimida, ou seja, cujo sistema imunológico não está em sua capacidade máxima de atuação. 

Esse caso mostra que pacientes gravemente imunocomprometidos podem apresentar infecção prolongada por SARS-CoV-2 com sintomas leves e replicação viral persistente“, escrevem os autores do estudo em suas conclusões.  

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Mais pesquisas são necessárias para compreender a evolução do SARS-CoV-2 em hospedeiros imunocomprometidos, especialmente em relação às implicações para a transmissão viral e emergência de variantes“, analisam os cientistas. 

A mulher, que não teve a identidade identificada, recebeu alta em março deste ano e passou a testar negativo em abril, quase um ano após a infecção. 

 

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Fotos: Unsplash


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