Arte

Afropunk: maior festival de cultura negra do mundo estreia no Brasil com show de Mano Brown

Redação Hypeness - 22/11/2021 às 19:22 | Atualizada em 23/11/2021 às 21:35

Segure seu coração que o maior festival de cultura negra do mundo vai aterrisar no Brasil! Depois de um apocalipse nível 8 na escala de filmes de terror B, estamos finalmente nos recuperando e voltando a viver o mundo lá fora. E o anúncio do AFROPUNK BAHIA é o grande sinal desse retorno.

Diretamente de Salvador, o evento faz a sua estreia brazuca fomentando uma celebração à negritude com nomes consagrados da música nacional unidos à expoentes da nova geração. O festival acontece no próximo dia 27 de novembro e em sua primeira edição no Brasil ecoando a potência musical, política e poética da negritude no Centro de Convenções Salvador, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube e também no site do AFROPUNK.

“Exaltar o encontro e toda a diversidade de ritmos, vivências e saberes, em uma experiência única para quem se permitir sentir o elo sensorial da Cultura Afro Contemporânea” é o que guia a direção musical do evento, assinada por Ênio Nogueira.

A partir disso, alguns caminhos são propositalmente cruzados, o rapper Mano Brown divide o palco com Duquesa, aposta do R&B; Tássia Reis se une ao Ilê Aiyê; enquanto a baiana Luedji Luna se apresenta com o Duo Yoún; a carioca Malia soma ao lado da Margareth Menezes; e, por fim, Urias com Vírus.

Mano Brown, Tássia Reis, Margareth Menezes e outros artistas já são presença confirmada no festival

A plateia, que vale lembrar, terá sua participação presencial feita de forma reduzida neste ano, dará ainda mais energia à transmissão do evento. Assim, o AFROPUNK Bahia marca um momento de transição para que, em 2022, o evento chegue ao seu formato com 100% de conteúdos presenciais. Para 2021, a parcela de ingressos disponibilizados terão a sua renda totalmente revertida para o projeto cultural Quabales e voê pode comprar o seu aqui.

“Estamos propondo uma linha que contemple a continuidade e coexistência dos tempos, legados e construções no Brasil a partir da exaltação da cultura brasileira e elevando o debate para o legado da comunidade negra”, sintetiza Monique Lemos, pesquisadora e curadora de conteúdo, sobre o fio condutor pensado para a edição de estreia, que apresenta o AFROPUNK BAHIA para o mundo.

O princípio do encontro rege também a direção criativa do festival, que é pensada por Bruno Zambelli e Gil Alves: “Nos inspiramos nessa nova geração de artistas multi-talentosos, que – a cada dia – vêm ocupando as plataformas, abrindo espaço e potencializando a voz de autênticas manifestações, junto à fé ancestral existente na Bahia, terra onde nasceu o Brasil e reúne um legado de preservação cultural, história de luta e resistência”, resume Gil. Para a programação, o AFROPUNK BAHIA ainda prepara performances de Jadsa e Giovani Cidreira, além de Deekapz (que convida Melly e Cronista do Morro) e Batekoo (que recebe Deize Tigrona, Tícia e Afrobapho).

Festival presencial e remoto

Para celebrar esse movimento Brasil afora, bares de várias capitais passarão o festival em sua programação. – a curadoria de locais foi feita pelo Guia Negro e você pode conferir a lista aqui.

No Centro de Convenções Salvador, a plateia será formada por profissionais de comunicação, na intenção re realizar registros e levar essa histórica primeira edição do AFROPUNK BAHIA para o maior número de pessoas possível. Além disso, também haverá espaço para pessoas que comprarem ingressos da parcela disponibilizada pelo festival, sendo que o lucro das vendas será integralmente destinado para o Quabales, um projeto socioeducativo cultural do Nordeste de Amaralina, idealizado pelo multi-instrumentista, compositor, produtor e performer Marivaldo dos Santos.

A ocasião será dedicada ao maestro Letieres Leite, que faleceu em outubro de 2021, deixando um legado que se confunde com a história da música brasileira. À frente da Orkestra Rumpilezz e também nos bastidores, o mestre dos sopros e da percussão deixou melodias e arranjos que tocam diretamente na alma, o que faz dele um afropunk do nosso país.

Latieres Leite morreu no final de outubro, vítima da Covid 19

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