Debate

Cigarros eletrônicos criam nova geração de fumantes viciados em altas doses de nicotina

Redação Hypeness - 25/11/2021

Se você anda pelas ruas de qualquer grande cidade no Brasil, certamente já viu alguém usando um vaporizador. O produto, criado com a suposta intenção de ajudar pessoas viciadas em cigarro a largar o vício, está se tornando uma febre ao redor do país, e, em especial entre os jovens.

Mesmo ilegal, os vapes são facilmente comercializado na internet, em tabacarias e em bancas de jornal. Coma a promessa de não serem tão nocivos quanto o cigarro convencional, eles continuam emitindo grandes quantidades de nicotina e viciando pessoas apesar do aspecto tecnológico e do cheiro menos desagradável do que o do cigarro.

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Jovens tem consumido vapes e se viciando em nicotina, quebrando ciclo de extinção do tabagismo iniciado há alguns anos

As grandes empresas do mundo do tabaco, como a British Tobacco International, a Philip Morris e a Japan Tobacco International, tem um plano: acabar com o cigarro convencional – em especial no primeiro mundo – através de meios eletrônicos de inalar nicotina.

Sejam os cigarros sem carbonização – chamados IQOS – ou os vapes, todos eles não foram devidamente testados e seus efeitos na saúde humana ainda são desconhecidos.

O lobby das empresas é forte dentro das empresas de mídia, influenciadores e, em especial, com os governos, que estão cedendo ao deseja das gigantes da indústria tabagista.

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“É uma ‘alternativa’ que não passa de um ledo engano. Isso tudo sempre fez parte de uma jogada da indústria, que foi desafiando os consumidores para que continuassem consumindo produtos com a ilusão de que eles causassem menos mal”, explica Silvana Turci, pesquisadora do Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz, ao The Intercept Brasil.

“Não há um estudo de longo prazo com vários perfis de população que mostrem que esses produtos realmente ajudam na cessação do tabagismo. E, se assim fosse, eles não teriam que ser colocados como produtos de risco reduzido, mas, sim, produtos para o tratamento do tabagismo”, diz Stella Martins, médica especialista em dependência química com certificação em Controle do Tabagismo pela universidade Johns Hopkins, ao TIB.

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