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Menina de 15 anos tenta matar filho de 4; criança nasceu após estupro do padrasto

30 • 11 • 2021 às 17:00
Atualizada em 30 • 11 • 2021 às 17:06
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Um caso chocou a população paraibana após repercussão na imprensa no mês passado. Uma jovem de 15 anos de idade tentou assassinar seu filho de 4 anos. A criança foi gerada em um estupro sofrido pela mãe quando tinha apenas 11 anos de idade.

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A mãe foi estuprada com 11 anos de idade e teve de dar a luz porque só descobriu estar grávida no quinto mês de gestação. O abusador foi seu próprio padrasto.

Quatro anos depois, a mãe estava uma casa de acolhimento para pessoas em vulnerabilidade social com o filho. A criança foi atacada com uma caneta e logo foi parar em uma UTI. O caso foi parar nas autoridades, que decidiram agir de forma acolhedora com a mãe.

“Ela enxergava o agressor quando via o menino. Quando olhou para ele, veio à mente tudo o que ela tinha vivido em relação ao padrasto, as agressões, os estupros, o que ela ouvia da mãe”, avalia a Promotora da Infância Ivete Arruda.

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“A situação foi um pedido de socorro. É uma bandeira de SOS que ela levanta, por tudo que passou. Ela ama o filho. Ela externou isso diversas vezes, mas o sentimento era de tirar tudo da vida dela para que a dor sumisse”, disse.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2021, vítimas de abuso podem apresentar diversos comportamentos violentos. “Para além dos efeitos mais visíveis e imediatos desta violência, vítimas da violência sexual com frequência sofrem transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), depressão, ansiedade, transtornos alimentares, distúrbios sexuais e do humor, maior uso ou abuso de álcool e drogas, comprometimento da satisfação com a vida, com o corpo, com a atividade sexual e com relacionamentos interpessoais”.

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O juiz da Vara da Infância e Juventude de João Pessoa, Adhailton Lacet, afirmou que o caso deve ser observado com cautela. “Não faça juízo de valor em cima dessa mãe, não vamos taxá-la de assassina e perversa porque ela também sofreu muitas violações enquanto criança”, disse.

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