Debate

Mulher cita 7h de espera antes de quebrar guichê da Gol com o marido; internet debate humanização e raça

Redação Hypeness - 04/11/2021 | Atualizada em - 05/11/2021

Um caso de violência contra atendentes da Gol acabou viralizando nas redes sociais. Na segunda-feira (1), Kênia Leandra da Silva Lopes, de 39 anos, e seu marido, Alexandre Wagner de Almeida Lopes, surtaram em um guichê da companhia aérea no Aeroporto de Guarulhos (SP). Eles quebraram as proteções de acrílico do guichê da empresa e gritaram com funcionários.

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Casal estourou vidro de guichê próximo de funcionários e colocou outros passageiros em situação de risco

Humanidade e raça

Kênia e Alexandre relataram que ficaram durante três horas dentro do avião trancados e afirmaram que passaram mais de sete horas aguardando apoio da Gol. O casal estava tentando voltar para a casa em Contagem (MG), mas a viagem foi impedida por conta de condições climáticas no Aeroporto de Confins.

“Já era de madrugada, mais de sete horas de espera, todos cansados, ver meu filho que sonhei tanto para tê-lo, naquela situação, sem ninguém para nos dar um norte, surtei, surtamos. Gritei, quebrei o acrílico, meu marido viu a cena e também descontrolou e quebrou os outros. Óbvio que erramos e vamos pagar pelo prejuízo, mas estávamos exaustos com o descaso”, disse Kênia ao G1.

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“Avião cheio, quente, tinha idosos e crianças no voo, meu filho começou a chorar, eles só ofereciam água para gente. O leite e fraldas da mala de mão acabaram e eles não autorizaram que eu pegasse a bagagem, só liberaram os passageiros saírem do avião quando ligamos para polícia e Anac”, completou.

O caso gerou debate nas redes sociais. Muitos alegam que é necessário defender Kênia, como o colunista da Folha de São Paulo Thiago Amparo.

Algumas pessoas, entretanto, alegaram que o caso deve ser observado também com um viés racial. O fato dos dois serem brancos, na opinião de alguns tweets, teria garantido inclusive a prerrogativa de destruir um guichê de uma companhia aérea em pleno Aeroporto de Guarulhos, algo impensável para a realidade de negros e negras.

A Gol se pronunciou sobre o assunto:

“A GOL informa que, após a decolagem na noite de segunda-feira (1), o voo G3 1324 (Guarulhos – Confins) precisou retornar ao Aeroporto de Guarulhos por conta das condições meteorológicas adversas em Confins. A Companhia ressalta que ofereceu o suporte necessário a todos os Clientes com alimentação e acomodação em hotéis na região metropolitana de São Paulo onde havia disponibilidade de quartos para seguirem viagem em voos programados para a terça-feira (2). Alguns Clientes, por motivo de segurança, seguiram em voos de outras companhias para Confins. A GOL reforça que todos os procedimentos adotados a partir da necessidade de retorno à base de Guarulhos foram realizados com foco na Segurança, valor número 1 da Companhia”.

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Fotos: Reprodução/Twitter


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