Ciência

Seis fatos curiosos sobre o cometa Halley e a data em que ele deve voltar

26 • 11 • 2021 às 10:08
Atualizada em 11 • 08 • 2022 às 09:57
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Cruzando os céus da Terra há milênios, em intervalos regulares de aproximadamente 75 anos, o Cometa Halley é um verdadeiro fenômeno – tanto astronômico quanto propriamente cultural.

Sua recorrência faz dele o único cometa de curto período regularmente visível a olho nu a surgir duas vezes durante uma única geração humana – em resumo, é o único cometa que uma pessoa poderá ver duas vezes durante o período de uma vida, simplesmente olhando pro céu na direção certa no momento de sua passagem.

Cometa Halley em 1986

Registro da passagem do comenta em 1986

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Sua última passagem foi em 1986, e a próxima visita está agendada para o verão de 2061. A espera pelo cometa, porém, causa expectativas na humanidade literalmente há séculos e, por isso, os 40 anos que ainda faltam até a volta do Halley são um bom tempo para aprendermos um pouco mais sobre nosso mais querido cometa.

De onde veio seu nome? Qual foi sua mais antiga aparição registrada? Do que o cometa é feito? Essas e outras dúvidas ajudam a contar a história de um dos mais interessantes fenômenos astronômicos observados da Terra ao longo da história da humanidade.

Primeira aparição documentada do Halley ocorreu há mais de 2,2 mil anos

O mais antigo registro conhecido do Cometa Halley está em um texto chinês datado do ano 240 Antes da Era Comum.

Trecho do "Registro do Historiador", o mais antigo documento onde uma passagem do Halley está registrada

Trecho do “Registro do Historiador”, o mais antigo documento onde uma passagem do Halley está registrada

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O nome veio de um astrônomo que estudou o cometa

Foi o astrônomo britânico Edmond Halley quem primeiro concluiu, em 1705, sobre a periodicidade das passagens, concluindo que três aparições consideradas diferentes eram, em verdade, todas do cometa que passaria a carregar seu nome.

Outra passagem do Halley registrada na Tapeçaria de Bayeux em 1066

Outra passagem do Halley registrada na Tapeçaria de Bayeux, no ano de 1066

É feito de gelo e destroços

Como todo cometa, o corpo do Halley é feito essencialmente de gelo e destroços, cobertos por uma poeira escura, e unidos pela gravidade.

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Ele cria sua própria atmosfera

Toda vez que o cometa se aproxima do sol, sua cobertura de gelo derrete e cria uma atmosfera que se “estica” por até 100 mil quilômetros – e o vento solar a transforma na cauda de cometa que vemos da Terra.

Aquarela de 1835 mostrando uma das mais recentes passagens do Halley

Aquarela de 1835 mostrando uma das mais recentes passagens do Halley

Sua passagem coincide com duas chuvas de meteoros

O Cometa Halley é associado à chuva de meteoros de Orionids, que normalmente acontece em durante uma semana ao fim de outubro, e também com Eta Aquariids, tempestade que acontece no início de maio, formada por meteoros que eram parte do Halley, mas que se desprenderam do cometa séculos atrás.

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Foto da "visita" do Cometa Halley ocorrida em 1910

Foto da “visita” do Cometa Halley ocorrida em 1910

O Cometa Halley está encolhendo

Sua massa atual é de aproximadamente 2,2 centenas de trilhões de quilos, mas cálculos científicos descobriram que ele costumava ser consideravelmente maior. Estudos recentes sugerem que ele já perdeu entre 80% e 90% de sua massa original, ao longo do período de até 3 mil órbitas. Em alguns milhares de anos, é possível que ele desapareça ou seja “expulso” do sistema solar.

Outro registro da passagem mais recente, em 1986

Outro registro da passagem mais recente, em 1986

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© fotos: Wikimedia Commons


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