Debate

Touro de ouro de SP retirado após patacoada envolvendo bolsa de valores e até o Boça

Redação Hypeness - 24/11/2021

O “Touro de Ouro” da Bolsa de Valores de São Paulo foi retirado da rua XV de Novembro, no centro da capital paulista, após a Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), órgão da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) da prefeitura qualificar a intervenção como uma violação à Lei Cidade Limpa.

O Touro, que “homenageia” o mercado especulativo de Bolsa de Valores no Brasil, foi duramente criticado e se tornou alvo de protestos devido à grave situação econômica do país, que registra recordes de fome e miséria após a pandemia de covid-19.

– 15 milhões de pessoas devem passar fome no Brasil em 2020

Touro da Bolsa de Valores

Touro da Bolsa de Valores recebeu visita do Boça, representante dos ‘Faria Limers’, antes de ir pro abate.

Touro não tinha autorização da prefeitura 

A decisão foi tomada porque a B3, que instalou o touro, não pediu autorização à CPPU para fazer a intervenção “artística” no local, quebrando a lei 39 e 40 da Lei Cidade Limpa, o que incorreria em multa para a empresa.

Com isso, às 21h57 de ontem, o Touro da B3 acabou voando e foi desinstalado da Rua XV de Novembro.

Veja o vídeo:

O animal não escapou do humorista Felipe Torres, o nosso querido e amado ‘Boça’, que satirizou os investidores brasileiros da Faria Lima:

De acordo com o Conselho, era necessário que a empresa consultasse a subprefeitura da Sé para executar a obra. “É inequívoco que houve uma infração à Lei Cidade Limpa quando a obra foi instalada sem o aval inicial da CPPU, uma vez que a própria Subprefeitura da Sé pede essa aprovação. Mais do que nunca, todo mundo vai aprender. A cidade não tem leis demais, como o prefeito falou. A gente é muito claro. Mas a gente vai aproximar com subprefeitos e subprefeituras para mostrar que qualquer elemento colocado na paisagem tem que passar pela CPPU”, disse Regina Monteiro, presidenta do Conselho.

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O arquiteto Rafael Brancatelli, fundador da DMAISB Arquitetura, que prestou o serviço à B3, afirmou que não sabia que deveria respeitar a Cidade Limpa.

“Procurei os dispositivos legais que estavam ao meu alcance.Não foi por desrespeito ou porquê queria passar por cima de nada. Tá aprendida a lição. Numa outra iniciativa nós com certeza vamos procurar a CPPU. Conversei até com o secretário César Azevedo [da SMUL] e ele mesmo ficou surpreso e falou:‘olha, realmente eu não tinha certeza’”, disse o arquiteto durante a audiência que decidiu, por fim, o abate do boi de ouro.

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Fotos: Reprodução/Twitter


Redação Hypeness
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