Sustentabilidade

5 indicadores para observar em 2022 sobre o acordo climático

Vitor Paiva - 07/12/2021 | Atualizada em - 28/12/2021

Ao fim da COP26, conferência climática realizada em Glasgow, na Escócia, 200 países assinaram a um novo acordo climático que pela primeira vez associa diretamente os combustíveis fósseis às mudanças climáticas, e estabelece metas diversas a serem cumpridas pelas nações. Pois, se assinar esse tipo de compromisso é gesto fundamental, muito mais importante é colocar as mudanças em prática, e realizar aquilo que os acordos prometem. A inclusão da redução do uso de carvão foi também considerada uma grande vitória determinada na conferência.

COP26

A COP26 aconteceu no início de novembro, em Glasgow, na Escócia

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Mas como saber, para além da teoria do acordo, que as determinações estão sendo efetivadas, postas em prática e realmente fazendo diferença para o meio ambiente e, assim, a humanidade? Uma reportagem do site Fast Company levantou 5 pontos fundamentais sobre os quais devemos manter nossas atenções afiadas para 2022, como forma de confirmar que os compromissos ambientais não são somente discurso, mas sim os primeiros passos de mudanças concretas – para o melhor futuro do planeta.

 usinas de carvão

As usinas de carvão estão entre os maiores poluidores do planeta

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O primeiro – e um dos mais importantes e concretos – pontos levantados no acordo foi a limitação do aquecimento global em 1,5 grau Celsius. Para isso, os países devem estabelecer e cumprir metas sobre redução de emissão de gases do efeito estufa – em especial os países desenvolvidos e industrializados, como EUA e China. Outro ponto importante levantado pela matéria é a necessidade de mais e maiores acordos que contemplem os países africanos, especialmente considerando que diversos países do continente utilizam e dependem, por exemplo, do carvão, fonte de energia especialmente poluente.

A liderança indigena Txai Suruí, única brasileira que discursou na COP26

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É vital que os países mais ricos, bem como as grandes corporações, invistam na implementação de soluções ambientais – os cálculos apontam a necessidade do estabelecimento de um fundo anual de 100 bilhões de dólares para financiar a luta contra as emergências climáticas. No mesmo tema, é preciso investimento pesado para adaptar mercados e indústrias em um verdadeiro “banho verde” pela redução de emissões, bem como o estabelecimento de regras e leis a serem impostas sobre as empresas a respeito de emissões.

emissão de gases do efeito estufa

A redução na emissão de gases do efeito estufa é ponto de partida para amenizar o aquecimento

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Por fim, a COP26 levantou intenso debate sobre uma política de “perdas e danos” ambientais, que estabeleceria um fundo pago por países desenvolvidos – e poluentes – para investir em países afetados diretamente pelas mudanças climáticas, como países pobres devastados por frequentes furações ou tempestades. A reportagem do site Fast Company pode ser lida aqui.

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© foto 1: UN Climate Change/Kiara Worth

© foto 2: Wikimedia Commons

© foto 3: UN News

© foto 4: Getty Images


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores, publica artigos, ensaios e reportagens.

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