Ciência

Alguns poluentes estão influenciando o sexo biológico dos bebês, aponta pesquisa

08 • 12 • 2021 às 10:22
Atualizada em 10 • 12 • 2021 às 09:27
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Uma nova pesquisa científica traz resultados curiosos sobre a influência de elementos químicos na determinação do sexo biológico dos bebês. De acordo com o estudo, publicado na revista “PLOS Computational Biology“, a poluição por meio de mercúrio, cromo ou alumínio está mais associada ao nascimento de meninos, enquanto poluição por chumbo aumenta a proporção de meninas. 

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O relatório não discorre sobre correlações entre esse tipo de variável e as proporções sexuais no nascimento. Não é uma pesquisa que mostra a relação de causa e efeito entre as duas partes. A pesquisa apenas mostra correlações entre vários fatores e proporções sexuais no nascimento. 

Esta é uma lista de suspeitos a serem investigados e todos os suspeitos têm algumas evidências confiáveis, mas estamos muito longe da condenação”, afirmou o chefe da pesquisa, Andrey Rzhetsky, da Universidade de Chicago.

O sexo biológico de um bebê é determinado ainda na concepção do feto. No entanto, fatores hormonais, por exemplo, pode influenciar na proporção de nascimento entre meninos e meninas.

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Existem muitos mitos sobre a proporção de sexos e nascimento, mas quando você se aprofunda na pesquisa, descobre-se que tudo o que foi testado em dados reais foi feito em amostras relativamente pequenas [arriscando correlações espúrias], e algumas declarações não foram fundamentadas em observações em tudo”, afirmou Andrey.

A pesquisa usou dados de 150 milhões de pessoas que vivem nos Estados Unidos por oito anos e ainda o de nove milhões de suecos ao longo de 30 anos.

Não há dúvida de que os poluentes desempenham papéis na saúde e nas doenças e que essa forma de pesquisa computacional nos ajuda a entender o porquê”, explicou o pesquisador. 

 

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