Ciência

Alternativa orgânica e caseira para agrotóxicos é desenvolvida por estudante do ensino médio

07 • 12 • 2021 às 19:04
Atualizada em 28 • 12 • 2021 às 20:05
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

No lugar da química pesada dos agrotóxicos, a ideia da estudante paranaense Kétlyn Victoria Turetta foi de proteger a natureza com elementos da própria natureza, para criar um substituto orgânico e sem os impactos negativos que os venenos trazem ao meio-ambiente e à nossa saúde. Aluna do 3ª ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, de Toledo, no Oeste do Paraná, Kétlyn teve a ideia dentro de casa, enquanto observava sua mãe lidando com pragas e doenças em sua horta, quando teve a ideia de criar uma calda orgânica para proteger plantações.

A estudante paranaense Kétlyn Victoria Turetta

A estudante paranaense Kétlyn Victoria Turetta

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Para desenvolver a pesquisa e chegar ao substituto dos agrotóxicos, a aluna pediu ajuda à sua orientadora, a agente educacional e laboratorista Dionéia Schauren. As caldas desenvolvidas ao longo da pesquisa foram sendo testadas em cultivos de quiabo e milho, nos quais males como o pulgão e a antracnose são frequentes, e apesar de se tratar de um produto ainda em desenvolvimento, de acordo com a orientadora, a calda orgânica vem se mostrando eficaz para todos os objetivos estudados.

A alternativa orgânica ao agrotóxico desenvolvida pela paranaense

A alternativa orgânica ao agrotóxico desenvolvida pela paranaense

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A mais atual fórmula da calda orgânica desenvolvida combina alho, urina de vaca, folhas de alamanda, de uva-do-japão e enxofre. “O objetivo do trabalho é o desenvolvimento de uma calda alternativa que funcione contra a antracnose e que também seja um repelente de pulgões e outros insetos que prejudicam a oleicultura”, afirmou Dionéia. “Proporcionando alimentos saudáveis, com qualidade boa, ou seja, semelhantes aos produzidos com agroquímicos. Além de ecologicamente correta, sem espantar os agentes (insetos) polinizadores”, disse a orientadora, em matéria do site Ciclo Vivo.

Kétlyn

A calda orgânica ainda está em desenvolvimento, mas vem se mostrando eficaz em todos os testes

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Segundo Kétlyn, o projeto também prevê o uso das caldas no desenvolvimento de sementes para controle in vitro do patógeno causador da antracnose, bem como a realização de testes para analisar a influência no pH do solo. Além dos benefícios à natureza e à qualidade de nossa alimentação, o projeto também trouxe um verdadeiro norte para a vida da jovem, que não só irá participar da feira FIciencias 2021 com sua calda orgânica, como também, através do processo de pesquisa e desenvolvimento, confirmou seu futuro, e irá cursar faculdade de ciências biológicas.

Kétlyn

A experiência levou Kétlyn a decidir por um futuro dedicado à ciência

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© fotos: Arquivo pessoal


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