Sustentabilidade

Avião híbrido-elétrico utiliza ventiladores nas asas para economizar 80% de emissões de gases

10 • 12 • 2021 às 15:12
Atualizada em 15 • 12 • 2021 às 10:53
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Como uma das maiores emissoras de gases poluentes da atualidade, a indústria da aviação vem buscando soluções eficazes e sustentáveis para tornar as viagens aéreas em atividades ecologicamente corretas e menos poluentes. Para tal, alternativas como combustíveis mais limpos ou aviões totalmente elétricos vêm sendo desenvolvidas nos últimos anos, mas um pequeno complemento pode trazer uma imensa diferença para nesse cálculo ambiental: rotores – ou, sem usar qualquer jargão técnico, ventiladores, espalhados pelas asas do avião.

ATEA da Ascendance

A aeronave da Ascendance utiliza 8 rotores como parte de seu sistema de propulsão

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A novidade foi anunciada pela companhia francesa de aviação Ascendance Flight Technologies, apresentando quatro rotores incorporados diretamente em cada uma das duas asas da aeronave ATEA, capazes, segundo divulgação, de reduzir as emissões de gases poluentes em até 80%. O modelo é um híbrido-elétrico, com decolagem e pouso em vertical (tecnologia conhecida como VTOL), e dois sistemas de propulsão – um deles são os oito ventiladores nas asas, capazes de reduzir consideravelmente também o ruído da nave durante os pousos e decolagens.

ATEA da Ascendance

O sistema pode trazer uma redução de 80% na emissão de gases

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O outro sistema de propulsão da ATEA é formado por hélices posicionadas no nariz e na cauda do avião, e os dois sistemas reunidos oferecem um alcance especial de até 400 km à aeronave. Uma mistura de querosene e uso de baterias otimiza o consumo de combustível, permitindo que o modelo voe com uma emissão 80% menor de gases, se comparada a modelos, por exemplo, de helicópteros tradicionais – e esse índice é somente o primeiro passo: segundo a companhia, há ainda muito a se aprimorar, para “limpar” ainda mais a aviação daqui ao futuro.

ATEA da Ascendance

O modelo possui autonomia de 400 km

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A aeronave foi projetada para transportar até 5 pessoas e, portanto, funcionar como um táxi aéreo ecológico, e deve ganhar os céus do planeta em 2023. Para o CEO da Ascendance, Christophe Lamber, a ATEA é “o resultado de um imenso esforço de nosso departamento de pesquisa e desenvolvimento, testes e tentativas em quatro protótipos e um grande investimento intelectual e financeiro para colocar uma aeronave como essa para voar. Tais características oferecem todas as performances esperadas por um setor que atravessa importantes transições”, afirmou.

ATEA da Ascendance

O modelo deve passar a funcionar comercialmente em 2023

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© Fotos: Ascendance Flight Technologies/Divulgação


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