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Billie Eilish diz que ‘pornografia é uma vergonha’. ‘Destruiu cérebro’, comenta sobre assistir pornô desde os 11 anos

16 • 12 • 2021 às 15:26
Atualizada em 16 • 12 • 2021 às 15:29
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

A cantora Billie Eilish, de 19 anos, desabafou sobre como o consumo de pornografia desde a infância atormentou sua saúde mental. A criadora de ‘Happier Than Ever’ e ‘Bad Guy’ afirmou que ‘pornografia’ é uma vergonha. A fala de Billie aconteceu druante entrevista ao ao podcast de Howard Stern na Sirius XM.

Leia: Como superar o vício em pornografia e proteger a saúde mental

Billie Eilish relata problemas psicológicos por conta de consumo de pornografia em grande quantidade

Billie relatou que começou a consumir esse tipo de conteúdo quando tinha apenas 11 anos de idade. “Acho que pornografia é uma vergonha. Eu costumava ver muita pornografia, sendo honesta. Comecei a ver pornografia quando tinha, tipo, 11 anos”. A norte-americana se justifica dizendo que o material pornográfico ajudava a se sentir legal e a se “enturmar com os caras”.

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Hoje, ela avalia que as cenas de violência que consumiu danificaram seu psicológico e crava que a pornografia a deixou “desvastada”.

“Eu acho que realmente destruiu meu cérebro e eu me sinto totalmente devastada por ter sido exposta a tanta pornografia”, disse Billie Eilish.

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Pornografia prejudica consumidores e vitima profissionais

No Hypeness, contamos muito sobre como o mercado da pornografia é extremamente agressivo. Relatos de ex-atrizes pornográficas mostram como a indústria funciona. Vivi Fernandez – que fez filmes desse no início da década passada – afirma que até hoje sofre com parceiros sexuais.

“Os homens querem repetir as cenas na vida real, mas esquecem que nos filmes eu vivia uma personagem”, relata. “Vivi muito isso, assistia a muitos filmes para aprender como era e fiquei muito profissional. Perdi a espontaneidade. Não conseguia mais separar o profissional do pessoal. Hoje, está OK, acho que estou bem resolvida com isso na minha cabeça, mas na dos outros, não”, disse.

Ao podcast 3 Girls 1 Kitchen, a ex-atriz pornô Lana Rhoades disse que participar desse tipo de obra somente lhe causou “cicatrizes psicológicas”. Ela também teme que o fácil acesso de adolescentes a material pornográfico seja extremamente nocivo. “Jovens garotas como eu só vão ver os lados positivos da coisa, e não os negativos”, salientou.

Mia Khalifa alcançou muitas pessoas entre 2020 e 2021 em uma batalha contra a BangBros, produtora que se utiliza de seu nome para enriquecer até hoje. A influenciadora afirma que a vida na indústria pornográfica é traumática e não vale à pena.

“Meninas, não façam isso. Não vale a pena”, disse. “Nunca falei sobre isso porque me sentia como se não pudesse contar minha história sem ser ridicularizada pelo público em geral. Sinto-me segura agora e também sinto a necessidade de descarregar algumas coisas que me assombraram durante minha breve passagem pelo setor”, desabafou no ano passado.

Mia Khalifa é voz contra opressão da indústria pornô

Para Carmita Abdo professora associada da Faculdade de Medicina (FM) da USP, fundadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Departamento de Psiquiatria (IPq) à Rádio USP, o consumo de pornografia – em especial entre menores de idade – é um problema para o sexo.

“Isso torna o relacionamento comum mais complicado: quem está do outro lado não é tão exuberante ou interessante, e então o sexo consensual fica menos interessante, seja virtual ou presencialmente”, adverte Carmita Carmita Abdo.

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Fotos: © Getty Images Foto 2: Reprodução/Instagram


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